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Musicoterapia ajuda em tratamentos para a saúde da mente e do corpo

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Com um par de fones nos ouvidos, o humor pode melhorar, a atenção, a concentração, a memória e lembranças profundas podem ser despertadas. Foto: Divulgação

A música é mais poderosa do que se imagina. Ela é capaz de levantar o astral, de tranquilizar, e mais que isso, pode contribuir com tratamentos para doenças da mente e do corpo.

“A música ativa nossas emoções, o que nos permite sentir de forma positiva ou negativa. Ela evoca emoções que são ativadas em áreas de nosso cérebro, como por exemplo o córtex, amígdala, cerebelo, hipocampo. Essas áreas são mais desenvolvidas e ativadas positivamente ao serem trabalhadas com a música”, explica a psicóloga do Viver Bem Unimed Vitória Naira Delboni.

Com um par de fones nos ouvidos, o humor pode melhorar, a atenção, a concentração, a memória e lembranças profundas podem ser despertadas. “Os benefícios são comprovados por estudos científicos e vistos no processo da terapia. É observado um bom desenvolvimento dos pacientes nas sessões, melhor desempenho em suas sensações corporais e na capacidade que vão desenvolvendo em expressar suas emoções com mais facilidade”.

Naira pontua que a musicoterapia aumenta a disposição e consequentemente reduz a ansiedade, o estresse e a depressão. Além disso desenvolve a expressão corporal, aumenta a capacidade respiratória, estimula a coordenação motora, controla a pressão arterial, alivia as dores de cabeça, melhora distúrbios do comportamento, auxilia em doenças mentais, ajuda a tolerar o tratamento contra o câncer, auxilia a suportar dores crônicas, enfim, melhora a qualidade de vida.

Música que cura   

A terapia com a música tem sido cada vez mais praticada em escolas, hospitais, lar de idosos e por pessoas com necessidades especiais. A psicóloga acrescenta que a técnica também pode ser feita durante a gravidez para acalmar os bebês, e é uma boa opção para crianças desenvolverem uma maior capacidade de aprendizagem.

“Alguns estudiosos vêm testando e reconhecendo o poder terapêutico das melodias para enfrentar os males que abalam a mente e o corpo. Tanto é que alguns estudos já ousam encará-las como um ‘remédio’ auxiliar no tratamento”, ressalta. Resultados relevantes têm sido observados em pacientes idosos também. Na musicoterapia com ênfase no atendimento a pacientes geriátricos, busca-se a ativação do lado afetivo e emocional, o desenvolvimento cognitivo, a diminuição da sensação de isolamento como estímulo à socialização, e o auxílio na execução das atividades diárias.

Já em pessoas em tratamento de câncer observa-se melhora em relação à dor e ao enfrentamento da doença. “A musicoterapia possibilita a integração de pensamentos, emoções e sentidos em relação aos processos de adoecimento, internação, convalescença e até nos momentos finais de vida”, afirma Naira.

Casos de Alzheimer e outros tipos de doenças neurodegenerativas são beneficiados, visto que o tratamento com a música faz com que os pacientes tenham certa ativação neural. A música age diretamente na região do cérebro que é responsável pelas emoções, gerando motivação e afetividade, além de aumentar a produção de endorfina, que uma é substância naturalmente produzida pelo corpo, que gera sensação de prazer.

Diversas abordagens de tratamento podem acontecer numa musicoterapia. Entretanto, ouvir música em casa também traz benefícios. “Podemos relaxar e curtir uma boa música em casa. É importante nos conhecermos e sabermos que há dias em que, se escutarmos uma música mais lenta ou agitada, isso pode influenciar no nosso humor. Se estiver se sentido melancólico escolha músicas mais animadas, da mesma forma se você estiver estressado, opte uma música mais calma. Aproveite e dance, feche os olhos e sinta o ritmo do seu corpo e das suas emoções”, ensina a psicóloga.

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