Um motorista de aplicativo viveu momentos de terror ao ser sequestrado por três criminosos armados na noite da última quinta-feira (23), na Serra. Sob ameaças constantes, ele foi obrigado a dirigir pela cidade enquanto o trio realizava uma série de assaltos, tendo como principal alvo bicicletas elétricas. O fato só acabou após guardas perseguirem o carro e os suspeitos abandonarem o veículo. Durante uma troca de tiros, um dos criminosos foi baleado e morreu no local, outros dois conseguiram fugir.
A abordagem aconteceu por volta das 18h, no bairro Oceania. Rendida, a vítima passou a circular com os suspeitos, que paravam em diferentes pontos para tentar roubar pessoas na rua. Em uma das ações, os criminosos tentaram assaltar três adolescentes, que conseguiram escapar e procuraram ajuda de uma equipe da Guarda Municipal que estava na rotatória da Avenida Mestre Álvaro.
Os jovens repassaram as características do veículo utilizado pelos suspeitos, um Toyota Yaris branco. Pouco depois, o carro passou pelo local, dando início a uma perseguição. Durante a fuga, segundo a Guarda Municipal, os criminosos chegaram a disparar contra os agentes.
A perseguição terminou na Rua Monte Pascoal, no bairro Colina de Laranjeiras, uma via sem saída. Ao perceberem que não conseguiriam continuar, os suspeitos abandonaram o carro e deixaram o motorista no local. Dois deles fugiram armados em direção à Avenida Braúna.
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O terceiro suspeito correu na direção dos guardas com uma das mãos na cintura, em atitude interpretada como tentativa de sacar uma arma. Diante da ameaça, os agentes atiraram e um dos suspeitos foi baleado no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) foi acionado, mas o suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento.
Durante a ocorrência, um morador informou aos agentes que uma arma havia sido arremessada sobre o telhado de sua residência. O armamento foi localizado e apreendido. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como morte por intervenção legal de agente do Estado. A investigação ficará a cargo do Serviço de Investigações Especiais (SIE), vinculado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), conforme informado ao Tempo Novo.
