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Serra, 29 de março de 2019 às 9:52

Manato diz que pode ser candidato a prefeito da Serra se Amaro não quiser

Por Yuri Scardini
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Manato diz que briga entre Bolsonaro e Maia é mal-entendido. Foto: Pedro França / Agência Senado

Secretário Especial da Casa Civil, Carlos Manato (PSL) é o capixaba mais próximo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Responsável pela articulação política com a Câmara dos Deputados, ele está no epicentro de uma crise institucional que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o próprio Bolsonaro. Sobre isso, Manato aposta na retomada do diálogo e diz que já foi “escalado” gente para apagar o fogo. Nesta entrevista, ele comenta sobre a Reforma da Previdência, os investimentos do Governo Federal no Espírito Santo e pincela o cenário eleitoral para a Serra em 2020.

Em linhas gerais, o que você destaca como ponto alto e baixo do governo Bolsonaro?

No dia 11 de abril, vamos divulgar o balanço dos primeiros três meses. Foram previstas 35 medidas para este período; e pelo menos no check list prévio que estão fazendo aqui em Brasília, já existem 33 medidas concluídas. Mas não posso detalhar ainda essa lista, pois quem vai fazer será o presidente. O que posso dizer é que houve bons avanços nesse curto tempo. Como na parte da moralidade e da ética com a PEC da Moralidade. Bolsonaro prometeu a posse de armas e cumpriu. E a Reforma da Previdência, que já foi enviada para os deputados. O que tem de resolver é só a interlocução, que vai melhorar. 

Interlocução com o Congresso Nacional?

Isso, com o Congresso. 

O Ibope registrou queda de 15% na aprovação popular do governo Bolsonaro. Como você interpreta esses números, uma vez que o apoio popular pode ser importante para a governabilidade?

Não notamos essa queda. É mais a mídia batendo em qualquer coisa que Bolsonaro faz. Cortaram o dinheiro de mídia, não tem mais; e qualquer coisa que acontece, a mídia dá uma atenção, um ‘ibope’, que nunca deu aos outros governos; todos os veículos de comunicação caem de pau. Mas no geral, está tudo bem, as pessoas na rua não estão com essa percepção. 

Ainda sobre governabilidade, a relação com Rodrigo Maia (presidente da Câmara) azedou de vez e pode atrapalhar a Reforma da Previdência? 

É momento, vai ser retomada a relação; vai ter que voltar. Não podemos deixar os incendiários ‘tacarem’ fogo em tudo; então, já foi escalado um grupo para tentar tirar o mal entendido. 

Então, a Reforma deve ser aprovada na Câmara?

Com certeza.

Tem previsão de investimentos do Governo Federal para o Espírito Santo?

Sim, Bolsonaro apertou a Eco-101 para concluir as obras em andamento e dar início às outras. A privatização do aeroporto foi uma coisa boa, porque melhora a qualidade dos serviços. Houve também o leilão de granéis em Capuaba; vai ter investimento privado novo no Espírito Santo, e a infraestrutura agora vai deslanchando. Vamos resolver alguma coisa da BR-262, é o próximo passo.

Há algum tempo, você disse ao Tempo Novo que havia disposição por parte de Bolsonaro para rediscutir o Fundap. Isso está na pauta?

Não, agora não, mas vai discutir. Agora está muito na Reforma da Previdência. Na hora da reforma do Pacto Federativo, reforma tributária, aí entra essa questão. Depois que aprovar a Previdência, deslancha tudo. 

Temos no estado a formação de um novo grupo político, encabeçado por Amaro Neto, Erick Musso e o prefeito Audifax Barcelos. O senhor tem dialogado com esse grupo? 

Eles estão conversando. Nessa hora, é hora de todo mundo conversar com todo mundo, trocar uma ideia.

O senhor participa desse núcleo?

Não. Eu conversei com o Erick e o Amaro. Vou conversar com Audifax também logo, logo. Mas isso é pra frente; agora, estamos brigando para liberar o dinheiro do Hospital Materno Infantil. É algo próximo de R$ 10 milhões. Estou fazendo a articulação e Audifax ficou de vir a Brasília. 

O senhor também afirmou que o PSL teria candidato a prefeito da Serra, mas depois anunciou uma dobradinha com o PRB para lançar Amaro Neto. Afinal, qual é o planejamento do partido para o município?

O planejamento é o seguinte: se Amaro for candidato na Serra, o partido vai marchar com Amaro. Se não for, o partido vai ter candidatura própria. 

Então, é Amaro ou candidatura própria? E essa candidatura é o senhor?

Pode ser eu o candidato a prefeito da Serra, não vou dizer que não seja. Mas tem outros nomes também.




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