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Maconha medicinal vira curso em tradicional faculdade de medicina do ES

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A ampliação do uso dos remédios à base de maconha no Brasil ainda esbarram na burocracia e custo, uma vez que o cultivo da planta segue proibido no país. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados/Teri Virbicks/Deposit Photos

Em diversos países é crescente o uso de substâncias extraídas da maconha para fins medicinais. Tendência que já tem reflexos na formação de profissionais de saúde e até de outras áreas no ES. Tanto que a tradicional Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia (Emescam) lançou recentemente curso de pós graduação voltado para quem pretende trabalhar com os medicamentos extraídos da polêmica planta.

De acordo com o site da Emescam, o curso de pós graduação em Cannabis Medicinal é voltado para profissionais graduados em diversas áreas, dentre elas medicina, enfermagem, engenharia, biologia, assistência social, psicologia, advocacia, química e até administração. Ou seja, o foco é multiprofissional.

São diversos os objetivos da formação. Um deles, prossegue a publicação da instituição, é instruir o profissional para prescrição dos medicamentos contendo canabinóides. Outro é fornecer conhecimento da farmacologia desses canabinóides, com ênfase no canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC).

A formação também abordará aspectos legais da prescrição, uso e prescrição dos remédios, bem como fornecer temas para pesquisas e ainda ajudar a formar mão de obra para este mercado, considerado bastante promissor. O curso está previsto para começar no próximo dia 23. A duração é de um ano. Mais detalhes no site da Emescam.

Remédios já ajudam pacientes capixabas

Em julho de 2019 Tempo Novo mostrou com exclusividade o trabalho feito pelo clínico geral capixaba, Fábio Pinheiro Rocha Júnior, que na época prescrevia CBD para idoso com Mal de Parkinson. E também para um homem com dependência química e uma mulher que sofria com dores crônicas.

A literatura médica indica outras aplicações medicinais das substâncias extraídas da maconha: de câncer de mama, passando por Alzheimer, epilepsia, asma, ansiedade, depressão, autismo, tumores diversos, dentre outros.

A maior dificuldade é a burocracia e o custo. Para começar o cultivo de maconha segue proibido no país. Então as medicações precisam ser importadas e demandam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Situação que também eleva o custo.

Manifestantes no Rio de Janeiro em ato pela legalização do cultivo da maconha para fins médicos. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva/ 26 – 11 – 15

Se as mudanças legais avançam muito lentamente, o mesmo não se pode dizer da opinião pública. Tanto que em pesquisa feita pelo polo de negócios de impacto cívico – sócio ambiental CIVI – CO, 70% dos participantes disseram serem a favor da aplicação de derivados de maconha como medicamento.

A pesquisa foi divulgada no início de maio e ouviu 1 mil pessoas de todas as regiões do país.

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