A Havan quer crescer ainda mais no Brasil e transformar novas cidades em pontos estratégicos para suas megalojas. A varejista, comandada pelo empresário Luciano Hang, mantém um plano de expansão que mira a marca de 200 unidades no país.
A rede completa 40 anos de história em 2026 e segue apostando em um modelo que já virou sua marca registrada: lojas grandes, com ampla estrutura, estacionamento espaçoso, boa localização e forte apelo regional.
De acordo com informações divulgadas pelo portal ND+, a empresa trabalha com a previsão de abrir sete novas lojas em 2026. A estratégia faz parte do plano de crescimento da Havan, que busca ampliar sua presença em diferentes regiões brasileiras.
Como a Havan escolhe onde abrir novas lojas
Luciano Hang explicou que a escolha de uma nova cidade não acontece apenas pelo tamanho da população. Antes de decidir por uma unidade, a empresa analisa uma série de fatores.
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Entre os pontos mais importantes estão a localização do terreno, a visibilidade para quem passa pela região e a facilidade de acesso para consumidores de cidades próximas.
A Havan costuma procurar áreas grandes, geralmente entre 20 mil e 50 mil metros quadrados. Esse espaço permite construir lojas amplas, estacionamentos grandes e estruturas capazes de receber um fluxo elevado de clientes.
Com isso, a empresa não busca apenas atender os moradores da cidade onde a loja será instalada. A ideia é transformar cada unidade em um ponto de compras regional, atraindo consumidores de vários municípios ao redor. Essa é a estratégia de Luciano Hang.
Lojas perto de rodovias e avenidas são prioridade
Um dos segredos do crescimento da Havan está na escolha de locais com grande circulação de pessoas. Por isso, terrenos próximos a rodovias, avenidas movimentadas e entradas de cidades costumam chamar a atenção da empresa.
Segundo Luciano Hang, a visibilidade faz diferença no desempenho das lojas. Uma unidade bem localizada, vista por motoristas e passageiros todos os dias, ajuda a fortalecer a marca e aumenta o interesse do público.
Além disso, o acesso precisa ser simples. A empresa prioriza locais onde o cliente consiga chegar com facilidade, estacionar sem dificuldade e fazer compras com conforto.
Interior também entrou no radar da Havan
Embora a Havan tenha lojas em grandes cidades, a expansão da rede não se limita às capitais. A empresa também olha com atenção para municípios do interior, principalmente aqueles que funcionam como polos regionais.
De acordo com Hang, cidades menores também podem receber uma unidade, desde que apresentem potencial econômico e capacidade de atrair consumidores de municípios vizinhos.
Isso significa que uma cidade com cerca de 20 mil habitantes pode entrar no radar da varejista, dependendo da localização, da economia local e da influência que exerce na região.
A estratégia mostra que a Havan não depende apenas dos grandes centros para crescer. Em muitos casos, uma cidade do interior pode gerar bons resultados quando atende a um conjunto maior de consumidores.
Cidade grande nem sempre garante mais vendas, diz Luciano Hang
Luciano Hang também destacou que o sucesso de uma loja não depende apenas do número de habitantes. Segundo ele, algumas cidades menores surpreendem no faturamento, enquanto municípios maiores nem sempre alcançam o desempenho esperado.
Isso acontece porque o comportamento do consumidor muda bastante de uma região para outra. Há locais onde a população tem maior hábito de consumo, busca novidades e responde melhor à chegada de grandes redes varejistas.
Por outro lado, existem cidades com população maior e renda parecida, mas com perfil de compra mais conservador. Por isso, a Havan avalia não só dados econômicos, mas também costumes locais e hábitos dos moradores.
Estratégia vai além da renda da população
A análise feita pela Havan considera fatores como renda, crescimento da cidade, fluxo regional, acesso, localização e comportamento de compra.
Para a empresa, uma boa oportunidade surge quando esses elementos aparecem juntos. Não basta ter um terreno disponível ou uma cidade populosa. A região precisa mostrar potencial para sustentar uma operação de grande porte.
Esse estudo ajuda a reduzir riscos e aumenta as chances de uma nova loja se tornar referência para consumidores da cidade e de municípios vizinhos.
Por que as lojas da Havan são tão grandes?
As megalojas fazem parte da identidade da Havan. A rede aposta em unidades amplas, com milhares de produtos em diferentes setores e estrutura pensada para receber muitas pessoas ao mesmo tempo.
O objetivo é fazer com que a loja seja mais do que um ponto de venda. A empresa quer criar um destino de compras, onde o consumidor encontre variedade, estacionamento e facilidade em um mesmo lugar.
Esse formato também ajuda a fortalecer a presença da marca nas regiões onde a Havan se instala. Em muitos municípios, a chegada da loja vira um acontecimento local e movimenta a economia.
Havan quer chegar a 200 lojas no Brasil, revela Luciano Hang
Com quase 200 unidades em operação, a Havan ainda vê espaço para crescer no mercado brasileiro. A empresa mantém o foco em cidades estratégicas e em regiões com potencial de consumo.
Em 2026, ano em que completa 40 anos, a varejista pretende seguir ampliando sua presença nacional. A abertura de novas megalojas faz parte desse plano.
O desafio, no entanto, é encontrar cidades que reúnam localização favorável, boa circulação, demanda regional e comportamento de consumo compatível com o modelo da empresa.
Mesmo assim, a estratégia revelada por Luciano Hang mostra que a Havan ainda pretende avançar pelo país. Para a rede, o sucesso de uma nova loja depende menos do tamanho da cidade e mais da combinação entre acesso, visibilidade, economia local e força regional.
