Nesta terça-feira (3) um novo eclipse lunar está previsto para acontecer. Este fenômeno sempre atrai a atenção de curiosos e cientistas, mas desta vez o Brasil não estará em posição privilegiada para acompanhar a Lua de Sangue, quando ocorre um alinhamento preciso entre Sol, Lua e Terra.
Segundo informações da Agência Brasil, o espetáculo é resultado do posicionamento da Terra entre o Sol e a Lua. Com isso, a Lua fica atrás da sombra que a Terra projeta. No eclipse parcial, a sombra da Terra avançando sobre o disco lunar, como se fosse “uma mordida” escurecendo a Lua cheia. Já no eclipse total ocorre o fenômeno mais aguardado, que é quando a Lua está perfeitamente alinhada, e a luz do Sol não consegue mais chegar diretamente à superfície da Lua, mas atravessa a atmosfera da Terra antes de chegar lá. Só a parte vermelha da luz consegue passar, enquanto a azul é espalhada. É por isso que a Lua fica avermelhada.
Sobre o eclipse desta terça, na maior parte do Brasil só será possível ver o eclipse penumbral, que é um leve escurecimento da Lua cheia. Em cidades como São Paulo e Brasília, o fenômeno ocorre por volta das 6h da manhã, já com a Lua muito baixa no horizonte oeste e pouco antes de o nascer do Sol.
No Acre, Rondônia e oeste do Amazonas, será possível acompanhar parte do eclipse parcial. No Acre, por volta das 5h da manhã, já começa a ser possível perceber a sombra avançando. O máximo do encobrimento ocorre perto das 5h45, quando quase toda a Lua estará coberta.
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Entretanto, as condições ideais estarão no Pacífico, em regiões como a Nova Zelândia e ilhas como Fiji, onde a totalidade será plenamente visível.
O eclipse total da Lua passa por cinco etapas, que são a penumbral, parcial, total, parcial e, novamente, penumbral. O eclipse total acontece quando a Lua está completamente imersa na umbra — a parte mais escura da sombra terrestre. No caso do eclipse de 3 de março, porém, o Brasil verá apenas as fases iniciais.
Cronograma (horário de Brasília):
- 5h44 – início do eclipse penumbral
- 6h50 – início do eclipse parcial
- 8h04 às 9h02 – fase total (não visível no Brasil)
Quanto mais a oeste a localização, maior será a porcentagem de obscurecimento. No extremo oeste do país, o encobrimento poderá chegar a 96% — muito próximo da totalidade, mas ainda tecnicamente classificado como parcial.
Quase total:
Ainda em 2026 haverá um eclipse parcial quase total (93% de magnitude) visível em todo o território nacional, na noite de 27 para 28 de agosto. Em 2027, os três eclipses previstos serão apenas penumbrais. Já em 2028 haverá eclipses parciais, mas nenhum total visível no Brasil.