E veja as notícias do Brasil e do ES com destaque nas suas buscas

Receita abre leilão com “chuva” de iPhones 17 na caixa a partir de R$ 2 mil

Compartilhe:
Mão segura iPhone da linha 17 Pro na cor laranja; modelos estão no leilão da Receita Federal
Modelos da linha iPhone 17 Pro têm lances mínimos a partir de R$ 3.295 no leilão da Receita Federal (imagem ilustrativa)
Compartilhe:

Um iPhone 17 por R$ 2,3 mil e um Pro Max por pouco mais de R$ 3,6 mil. Parece golpe de WhatsApp, mas são os preços iniciais de verdade no novo leilão da Receita Federal em São Paulo, que reúne 33 lotes de celulares da Apple apreendidos. O prazo para propostas vai de 4 a 10 de novembro, e qualquer pessoa maior de 18 anos com CPF regular pode participar, inclusive moradores de outros estados. Antes de abrir a carteira, no entanto, vale fazer as contas: o lance mínimo é só a porta de entrada.

O que tem no leilão da Receita Federal

O edital nº 0800100/000014/2026 tem 203 lotes, entre veículos, eletrônicos e outras mercadorias, e 33 deles são de celulares. Os modelos 17 Pro Max aparecem com lances mínimos entre R$ 3.641 e R$ 3.797, enquanto o iPhone 17 Pro parte de R$ 3.295. Já o iPhone 17 comum, de 256 GB, surge em um único lote, com lance inicial de R$ 2.301.

Para ter ideia do tamanho do desconto, a Apple lançou o iPhone 17 Pro no Brasil por R$ 11.499 e o iPhone 17 por R$ 7.999. Ou seja, os lances mínimos ficam abaixo de um terço do preço de loja.

Também há lotes com MacBook Pro M4, iPads, Apple Watches e um iMac. Esses, porém, ficam restritos a empresas: pessoas físicas só podem disputar os lotes de 74 a 106, justamente os dos iPhones.

Na prática, as mercadorias leiloadas pela Receita costumam vir de bagagens retidas em aeroportos e de apreensões de contrabando, e muitos produtos chegam novos, ainda na caixa.

A pegadinha do preço final

O primeiro susto vem na disputa. Na sessão online, os concorrentes cobrem as ofertas uns dos outros em saltos mínimos de R$ 100, e o valor do arremate costuma subir bem acima do mínimo.

Depois, chega a conta do ICMS, que fica por conta de quem vence e incide sobre o valor do arremate. Em outro leilão da Receita em São Paulo, realizado neste mês, um iPhone 17 com lance mínimo de R$ 600 saía por cerca de R$ 1.050 depois de somados o imposto e a armazenagem. Além disso, transporte, frete e seguro também ficam fora do preço.

Outro detalhe pesa: não existe garantia. A Receita vende cada lote no estado em que ele se encontra, e quem arremata não pode reclamar depois de defeitos, avarias ou diferenças na especificação.

Arrematou? Não pode revender

Tem uma regra que pouca gente conhece. Quem compra como pessoa física só pode usar o aparelho, sem revender, e cada participante pode disputar no máximo três lotes de celular. Para empresas, a revenda de celulares arrematados também é proibida.

+ Leia também: Shopee vai dar R$ 30 mil em compras na Black Friday desse ano

Qualquer um pode participar, mas não recebe em casa

Como o leilão é eletrônico, moradores de todo o país podem dar lances. A Receita, no entanto, não envia os produtos pelos Correios nem por transportadora. Os lotes ficam em unidades no Ipiranga, na capital paulista, e em Piracicaba, Araraquara e Bauru, no interior do estado. O iPhone 17 de 256 GB, por exemplo, está guardado em Bauru.

Por isso, quem arrematar precisa buscar o produto ou mandar alguém no lugar, com procuração específica assinada pelo gov.br ou com firma reconhecida em cartório. O prazo para a retirada é de 30 dias. Depois disso, o lote passa a ser considerado abandonado, e o dinheiro não volta.

Como participar do leilão da Receita Federal

O processo acontece pelo Sistema de Leilão Eletrônico, dentro do e-CAC. Para entrar, o interessado precisa de conta gov.br com nível prata ou ouro.

As propostas podem ser enviadas das 8h de 4 de novembro às 21h de 10 de novembro. Em seguida, no dia 12, a Receita abre a sessão pública às 9h, e a disputa de lances começa às 10h. Durante o período de propostas, também é possível visitar os lotes, com agendamento prévio.

Quem vencer precisa pagar o valor integral até o primeiro dia útil seguinte à confirmação do resultado. Por outro lado, quem desistir de pagar pode ficar até três anos impedido de participar de licitações federais, além de levar multa de 20% sobre o valor de avaliação do lote. Antes do primeiro clique, a leitura do edital pode economizar mais do que o próprio desconto.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

Leia também