Justiça determina expulsão de moradoras de condomínio da Serra

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Serra Expulsão de moradoras Condomínio Manguinhos
Crédito: Divulgação | Kleverson Passos
Serra Expulsão de moradoras Condomínio Manguinhos
A expulsão das moradoras ocorreu em condomínio de Manguinhos, na Serra. Crédito: Divulgação | Kleverson Passos

Duas moradoras de um condomínio localizado em Manguinhos, na Serra, terão que deixar o imóvel após decisão liminar da 4ª Vara Cível do município. A medida foi tomada após uma série de episódios envolvendo condutas antissociais atribuídas às residentes, como algazarras noturnas, agressões físicas e verbais, brigas com necessidade de intervenção policial, destrato a funcionários e uso indevido das áreas comuns.

O advogado responsável pela ação, Pacelli Arruda Costa, explicou que a decisão, embora ainda caiba recurso, determina a saída das moradoras no prazo de 30 dias. Caso não cumpram voluntariamente, a remoção poderá ser feita de forma compulsória por um Oficial de Justiça, com apoio da Polícia Militar, se necessário.

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“Hoje não existe, na legislação, a previsão de expulsão do morador. Então, esse caminho é longo, porque essa expulsão é uma exceção. Foi preciso esgotar todas as medidas administrativas (notificações, multas), juntar provas e tivemos o cuidado até de levar o caso para a assembleia de moradores e de convocar as moradoras para que exercessem o seu direito ao contraditório e à ampla defesa”, destaca Arruda.

Advogado responsável pela ação, Pacelli Arruda Costa. Crédito: Divulgação

Apesar da expulsão, as moradoras mantêm o direito de propriedade sobre o imóvel, perdem apenas o direito de ocupá-lo, conforme apurado pelo Jornal Tempo Novo.

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Reforma do Código Civil deve mudar regras para expulsão em condomínio

Segundo Pacelli, a expulsão de moradores antissociais ainda é um recurso extremo na legislação atual, exigindo provas robustas e a adoção prévia de todas as medidas administrativas cabíveis.

Entretanto, o Novo Código Civil, atualmente em tramitação no Senado Federal, deve facilitar esse tipo de medida. A proposta inclui mecanismos que darão mais segurança jurídica aos condomínios, padronizando procedimentos e resolvendo lacunas existentes desde a última reforma legislativa, em 2002.

“A reforma do Código Civil trará maior segurança jurídica, pacificando disputas que hoje são comuns nos condomínios. São alterações que realmente se fazem necessárias para a regulamentação de questões que surgiram após a última reforma em 2002”, destaca o advogado especialista em direito condominial, Pacelli Arruda Costa.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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