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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Homem atropelado por caminhão usa aparelho da 2ª Guerra para perna voltar a crescer

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Jeferson Pinto Pereira está no terceiro aparelho de Ilizarov e usa o dispositivo há mais de um ano. Foto: Arquivo Pessoal

Desde o dia 7 de setembro de 2018, Jeferson Pinto Pereira, vive dias difíceis. Isto porque nesta data, ele sofreu um acidente indo trabalhar e desde então passa por uma verdadeira saga em busca da recuperação das lesões adquiridas. Jeferson contou para o TEMPO NOVO que passou por diversos tratamentos até se submeter ao aparelho de Ilizarov – que é um fixador externo em aço inoxidável utilizado em fraturas expostas ou alongamentos de ossos.

O método foi criado pelo médico russo Gavriil Ilizarov durante a Segunda Guerra Mundial para ajudar a salvar membros dos soldados que estiveram em meio aos bombardeios e  chegou ao Brasil na década de 1990.

“Eram 6h40 quando um caminhão invadiu a contramão e me pegou. Tive fratura exposta, o osso da minha perna esfarelou, eu estava de moto e levei a pior. Na época fui levado para o Hospital Metropolitano pelo Samu. Chegando lá foi feito uma cirurgia para estabilizar a perna e depois de dois dias o primeiro médico quis fazer a amputação – que não foi feita. No acidente contrai uma bactéria chamada de osteomielite e foi preciso tirar 10 centímetros da minha perna por isso”, conta.

Jeferson  mora no bairro Divinópolis e o acidente ocorreu no bairro Jardim Bela vista, em frente ao Posto Ceolin.

O serrano está com o Ilizarov há um ano e dois meses e não tem previsão de tirar o aparelho. “O ilizarov é uma gaiola que a cada seis horas tem que ser rodada. Esse movimento faz com que o osso cresça novamente. É um processo lento e muito dolorido e pouco conhecido pela maioria das pessoas. Mesmo passando por todo esse tratamento, pode ser que eu tenha que amputar a perna lá na frente”.

Enquanto está com o Ilizarov, Jeferson detalha seu sofrimentos que vai desde ferimentos, a dores e o preconceito das pessoas. “Meu pé incha muito e estou com uma diferença na perna de 4 centímetros e quando eu tirar o aparelho vai ficar com 6 de diferença. A dor é constante e fora isso tem as pessoas que por não conhecerem ficam com medo de chegar perto. Ficam fazem todo tipo de pergunta, algumas não aguentam nem olhar”.

Jeferson anda com ajuda de muleta e mandou fazer uma capa para cobrir o aparelho. “Para evitar das pessoas olharem tanto, pois tem pessoas que são mais sensíveis a isso”.

Todo o tratamento está sendo custeado pelo plano da empresa, onde Jeferson trabalha. Ele também precisou de ajuda da família e de uma psicóloga. “Tem pessoas que já estão há 10 anos com o Ilizarov. Por ser um aparelho que quase ninguém conhece tem muito preconceito. Aqui no estado tem poucos médicos especializados no método, mas muitos pacientes que usam, inclusive da Serra”.

Depois do acidente, Jeferson passou por quatro cirurgias e já está no terceiro aparelho. “Fiz o transporte ósseo há um ano. O osso já cresceu os 10 centímetros que faltava, mas falta calcificar. Não vejo a hora de tudo isso acabar e voltar a trabalhar! Amo minha profissão e poder voltar a rotina do dia-a-dia é o meu maior desejo”.

 

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Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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