Governo recua e vai discutir mais o ensino integral da Escola Viva

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Hartung cede à pressão e retira o projeto; e o deputado Lamas, ligado à Comissão da Educação, avalia que agora será possível aprofundar o debate sobre o assunto. Foto: Divulgação
Hartung cede à pressão e retira o projeto; e o deputado Lamas, ligado à Comissão da Educação, avalia que agora será possível aprofundar o debate sobre o assunto. Foto: Divulgação

O novo programa do Governo do Estado, “Escola Viva”, que visa implantar o ensino integral em algumas escolas da rede pública de ensino está gerando desconforto e polêmica para pais, alunos e professores.

A implantação do projeto ainda no segundo semestre deste ano, a relocação de alunos em outras escolas bem como os que fazem estágio, e a instabilidade causada aos professores efetivos e em regime de Designação Temporária (DT’s), são alguns pontos que estão sendo questionados pelos insatisfeitos.

Na Serra houve manifestações feitas por pais e estudantes da EEEFM Vila Nova de Colares que discordam da forma como o Escola Viva está sendo proposto. Eles chegaram a fechar a avenida Talma Rodrigues, que liga Laranjeiras a Jacaraípe, pondo fogo em pneus, madeiras e colchões, e pedindo que o governo tenha mais diálogo.

Além disso, os manifestantes cobram aos deputados estaduais que o projeto seja retirado da pauta de urgência da Assembleia Legislativa.

“Se esse projeto for posto às coxas assim como está sendo, meu filho terá que optar pelo estudo na mesma escola em ensino integral ou mudar de escola para continuar fazendo o seu estágio. É complicado, pois já é difícil achar uma vaga em uma boa escola, quanto mais mudar no meio do ano letivo”, afirma Jailma Cristina Silva, mãe do aluno Jackson Luiz.

O vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e serrano, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), defende mais tempo para discutir a aprovação do projeto, pois, segundo o parlamentar, ele mexe com a estrutura e a rotina das escolas.

“Sabemos que a educação em tempo integral é uma necessidade em nosso país; Por se tratar de um projeto complexo, merece um debate maior, não com prazo inferior a 60 dias. Sugiro ainda, que sua aplicação possa ser a partir do início do ano letivo de 2016”, afirma Bruno Lamas.

O Governo do Estado cedeu à pressão nesta quinta-feira (19) e orientou o líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Gildevan Fernandes (PV) a pedir a retirada do regime de urgência do Projeto Escola Viva.

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