Por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Governo federal aprovou, nesta quarta-feira (30/9), o registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel (arpraziquantel). O produto é indicado para o tratamento da esquistossomose causada pelo parasita Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium e é destinado a crianças de 3 meses a 6 anos.
A esquistossomose é um problema de saúde pública em várias regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia, Caribe e América do Sul. A doença faz parte do grupo das chamadas doenças tropicais negligenciadas (DTNs), que reúne enfermidades que atingem principalmente populações de baixa renda. Os casos podem variar bastante: algumas pessoas não apresentam sintomas, enquanto outras podem desenvolver complicações graves.
A pessoa adquire a infecção quando entra em contato com água doce que contenha caramujos infectados pelos vermes causadores da esquistossomose. O período de incubação, ou seja, o tempo que os primeiros sintomas começam a aparecer após a infecção, é de duas a seis semanas.
A doença parasitária tem duas principais fases: a aguda, que ocorre entre duas e seis semanas após o contato com a água contaminada, e a crônica, que se manifesta meses ou anos após a infecção inicial.
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Mecanismo de ação
Quando ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, o que interrompe sua fixação aos vasos sanguíneos. O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes.