Fim das coligações pode trazer mais mulheres para a política

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O primeiro turno das eleições municipais será dia seis de outubro. Foto: Divulgação
O primeiro turno das eleições municipais está marcado para novembro. Foto: Divulgação

Sem a possibilidade de coligações, partidos políticos precisam se reinventar para apresentar chapa completa de candidatos a vereador, respeitando a proporcionalidade de gênero. Em geral, as legendas encontram dificuldades para preencher a cota, pois as mulheres têm resistência para ingressar na vida pública.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o fim das coligações pode resultar no aumento do número de candidaturas femininas e de mulheres eleitas nas 5.568 câmaras de vereadores de todo o país. Atualmente, a população feminina nas casas legislativas é inferior a 10%.

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Presidentes de partidos ouvidos pela reportagem contam que estão com suas chapas completas. Do PV, Fábio Santana disse que tem 24 homens e sete mulheres dispostos a disputar as eleições para a Câmara da Serra. “Temos 24 certos, fazemos um, e para completar estamos vendo com o pessoal filiado”.

Pré-candidato a prefeito da Serra pelo PSB, Bruno Lamas disse que tem a legenda terá chapa completa de para vereador. “Estamos preparados! Na eleição passada já fomos para disputa sem coligar e elegemos 2 vereadores. O que estamos cuidando é de fazer formação política, preparando nossos candidatos à altura e no bom nível que a Serra merece”.

Charles Nunes, do Patriota, disse que a legenda se organiza para apresentar chapa completa. “Temos 19 mulheres na rua fazendo pré-campanha para vereadora. O Patriota tem 35 homens na mesma situação. Na convenção vamos escolher os nossos candidatos”, disse.

Ivo Lopes, que é membro do grupo de tática eleitoral do PT, diz que o PT tem a secretaria de mulheres nacional e o Programa de Formação chamado Elas por Elas. “Há um incentivo muito grande pra que as nossas militantes virem candidatas. Temos chapa completa e estamos com 11 mulheres como pré-candidatas”.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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