Fabão pode ser expulso do partido e suplente promete requerer mandato

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Fabão pode ser expulso do partido e suplente promete requerer mandato
Fabão é acusado de infidelidade partidária na eleição de 2018. (Foto: Divulgação)

De olho nas eleições 2020, a cúpula estadual do PSD já se movimenta para eleger a sua Executiva permanente até 30 de junho. A mudança também impacta o vereador Fabão da Habitação, que pode ser expulso da legenda logo após a substituição dos seus dirigentes municipais.

Pesa contra Fabão a acusação de infidelidade partidária, uma vez que ele, apesar da orientação da legenda para que apoiasse candidatos do PSD, em 2018, apoiou os candidatos Bruno e Márcia Lamas, ambos do PSB, para deputados estadual e federal, respectivamente.

Fabão foi procurado pela reportagem, mas não retornou ao contato sobre o assunto.

O partido, atualmente, tem na presidência municipal Flávio Serri. Procurado, ele explicou as razões que podem justificar a saída do vereador da legenda. “Fomos à casa do vereador durante as eleições e ele se comprometeu a apoiar candidatos do PSD, mas optou por nomes de outra legenda. É inevitável a saída do partido”, disse. 

Já o presidente estadual, Neucimar Fraga, disse que as decisões partidárias na Serra ficam a cargo dos dirigentes municipais. “Sobre Fabão, a municipal tem autonomia para tratar do assunto”, disse Neucimar.

“Lavar com detergente” 

Apesar de Serri adiantar que o partido não vai requerer na Justiça o mandato de Fabão, ele disse que é uma prerrogativa do suplente, no caso o líder comunitário de Vila Nova de Colares, Genilton Marques, também conhecido como “Pequeno”. A reportagem buscou o suplente de Fabão, que esticou a linha: “Fabão foi pra lá se corromper; a situação é complicada. Assim que ele for expulso, vou requerer o mandato, vou entrar com o processo. O gabinete está contaminado; vou assumir e lavar com detergente“, disse ele, que é filiado ao PSD.

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