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Espírito Santo muda regras para contratação de serviços médicos

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O Espírito Santo passou a contar com uma nova legislação voltada à qualificação das contratações públicas na área da saúde. A Lei nº 12.858/2026 foi sancionada nesta semana pelo governador Ricardo Ferraço e estabelece mudanças nos processos licitatórios para contratação de serviços médicos no Estado.

A principal alteração prevista pela nova lei é a inversão das fases das licitações. Com isso, empresas e cooperativas interessadas em prestar serviços médicos ao poder público precisarão comprovar primeiro sua capacidade técnica, estrutura operacional e qualificação profissional antes da análise das propostas financeiras.

A medida busca ampliar a segurança jurídica das contratações, evitar interrupções nos serviços de saúde e garantir maior qualidade no atendimento prestado à população.

A construção da proposta contou com atuação conjunta da Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, do Sistema OCB/ES e da Comissão Permanente de Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

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Durante a solenidade realizada no Palácio Anchieta, representantes do Executivo, Legislativo, advocacia e cooperativismo destacaram que a nova legislação fortalece os critérios de qualidade nas contratações públicas da saúde.

Segundo Ricardo Ferraço, a nova regra cria mais equilíbrio e transparência nos processos licitatórios.

“Na área da saúde pública você lida com vida humana. Então é preciso estabelecer regras transparentes, que garantam igualdade de oportunidade e mais qualidade nos serviços”, afirmou o governador.

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, ressaltou que a legislação busca assegurar melhores condições de prestação de serviços à população.

Já a presidente da OAB-ES, Erica Neves, destacou que a nova lei é resultado de articulação institucional e fortalece a boa gestão pública.

Para o presidente da Comissão de Direito Cooperativo da OAB-ES, Eduardo Induzzi Campana, a mudança corrige uma distorção antiga nos processos de contratação.

“O modelo anterior permitia que o menor preço fosse analisado antes da capacidade técnica. Isso abria espaço para empresas sem estrutura adequada avançarem nas licitações. Agora, a qualificação passa a ser avaliada primeiro”, explicou.

Na prática, a nova legislação pretende reduzir riscos de contratação de empresas sem capacidade operacional, ampliar a eficiência administrativa e fortalecer a continuidade dos atendimentos médicos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo.

Foto de Jady Oliveira

Jady Oliveira

Jady Oliveira é repórter do Portal Tempo Novo, onde cobre temas variados com foco em notícias policiais e acontecimentos do dia a dia na cidade da Serra.

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