Especialista diz como descartar o lixo em tempos de pandemia

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Principalmente neste momento de pandemia, com o aumento de casos da Covid-19, a adoção de medidas que contribuam para o descarte correto de resíduos é necessária. Foto: Divulgação

O serviço de coleta domiciliar de resíduos é considerado de caráter essencial, ou seja, ele não deve sofrer interrupções, pois isso acarretaria graves danos à saúde da população.

Principalmente neste momento de pandemia, com o aumento de casos da Covid-19, a adoção de medidas que contribuam para o descarte correto de resíduos é necessária. Somente na Serra são mais de 50 mil casos confirmados e quase mil óbitos até o momento, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado.

A participação popular é ferramenta importante para o sucesso no combate ao coronavírus e para uma coleta bem feita também. Ela garante uma cidade mais limpa e bem cuidada, pois o lixo exposto por tempo prolongado na rua contribui para a proliferação de diversos insetos e pragas urbanas que causam doenças, questão que pode piorar ainda mais a situação das unidades de saúde, já sem leitos para atender à crescente demanda.

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A Corpus, empresa prestadora do serviço de limpeza urbana na Serra, destaca que a eficiência da coleta depende também da participação dos moradores, que precisam adotar uma postura cidadã, colocando, por exemplo, o lixo embalado corretamente, nos dias e horários determinados no cronograma de coleta.

“A orientação é simples. Nas casas onde não há registro de casos da Covid-19, a separação dos resíduos domiciliares e selecionados deve continuar sendo feita. O envio de materiais para reciclagem é de extrema importância, pois, além de preservar o meio ambiente, essa é a única fonte de renda de milhares de pessoas”, comentou o gestor da Corpus, Rafael Almeida Rodrigues.

Nas residências com moradores que testaram positivo para a Covid e estão em quarentena, o especialista explica que basta não fazer a distinção entre os resíduos e colocar tudo, se possível, em dois sacos plásticos, para reforçar a proteção dos trabalhadores da coleta.

Rodrigues ainda informou que não precisa informar que o lixo está contaminado. Estudos demonstram que há pouco risco de transmissão do coronavírus através dos resíduos e, em alguns casos, o alerta, em vez de ajudar os coletores, acaba provocando ressalvas.

Vale lembrar que o lixo também é uma fração única. No caminhão, ele acaba misturado aos demais conteúdos descartados que serão destinados no aterro sanitário.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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