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Em 30 dias, coronavírus matou 37 moradores da Serra e infectou 2.368

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Enterro de vítima da Covid-19 em setembro do ano passado no cemitério municipal de São Domingos. Foto: Gabriel Almeida/Arquivo TN
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Cidade teve menos mortes do que em agosto, mas número continua alto. Foto: Gabriel Almeida

Mesmo em meio à pandemia causada pelo coronavírus, o mês de agosto foi marcado por muitas festas e aglomerações na Serra. Enquanto isso, 37 moradores do município perderam a vida para a Covid-19 e outros 2.368 foram infectados pelo vírus durante o mês de setembro. Os dados foram apurados pelo TEMPO NOVO, que fez um levantamento para mostrar como está a evolução da pandemia dentro da cidade, que é a segunda com mais casos confirmados e óbitos pela doença em todo o Espírito Santo. No total, já são 16.091 contaminados, 504 mortos e 15.010 curados.

A reportagem coletou os dados no Painel Covid-19 – espaço onde a Secretaria de Estado da Saúde atualiza informações referentes ao coronavírus. Apesar dos números serem preocupantes, se compararmos ao mês de agosto, setembro mostrou uma desaceleração nos casos confirmados e óbitos.

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Por exemplo, no mês oito, foram 2.496 novos moradores infectados, enquanto no mês passado (setembro), foram 2.368. Com 128 casos a menos, a Serra registrou 5% de redução.

Já no número de mortes a redução foi um pouco maior na porcentagem obtida pela reportagem. Setembro registrou 13% menos óbitos por coronavírus do que agosto. No mês oito, foram 43 moradores mortos pela Covid-19. Já no mês passado, foram 37. A redução representa 13%.

O que traz preocupação para as autoridades da Saúde é o aumento na taxa de transmissão da Covid-19, que foi alertado pelo governador Renato Casagrande (PSB), no início desta semana. De acordo com ele, as “aglomerações exageradas” podem ocasionar num novo aumento de pessoas hospitalizadas e outros infectados.

Casagrande ainda afirmou que caso isso realmente ocorra, haverá um novo fechamento de atividades econômicas, incluindo o comércio em geral. Há semanas, a Serra está classificada como risco baixo. Na prática, isso significa que não existem mais limites de horários para o funcionamento de comércios, incluindo bares, lanchonetes, restaurantes e shoppings.

“Com a taxa de transmissão aumentando, vai aumentar a ocupação dos leitos e os óbitos. Bom compreender que não resolvemos a pandemia, a pandemia está presente e precisamos contar com a responsabilidade de cada um de nós. Se a gente quiser que as atividades econômicas e sociais continuem funcionando, precisamos mudar nosso comportamento. Se não mudar, daqui a pouco teremos que tomar medidas restritivas porque a matriz de risco aponta: se aumentar óbito, vamos ter que de novo fechar”, disse o governador.

Serranos ignoram pandemia

Os fins de semana estão sendo agitados na Serra, mesmo em meio à pandemia causada pelo coronavírus. Cenas de aglomerações já foram registradas em vários bairros, já que bares e praias ficam lotados. A principal preocupação da população é com uma segunda onda da doença, pois muita aglomeração é sinal de contaminação.

Mas para os moradores que estavam frequentando os bares, o coronavírus nem parecia existir. Imagens e vídeos mostram todos clientes sem máscara e até dançando juntos no mesmo espaço com aproximadamente mais de 30 pessoas.

Nas praias da Serra também estão sendo registradas cenas de muitas pessoas sem máscaras e aglomeradas. O balneário de Jacaraípe foi um dos que mais tiveram lotações das faixas de areia. O mesmo problema também ocorreu em Manguinhos, Carapebus e Bicanga durante todo o fim de semana.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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