Diretor da Vale diz que pó preto não faz mal à saúde

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O diretor Maurício Armando Max disse que não há registro de afastamento de funcionários da empresa por convívio com o minério de ferro. Foto: Divulgação
O diretor Maurício Armando Max disse que não há registro de afastamento de funcionários da empresa por convívio com o minério de ferro. Foto: Divulgação

Por Caio Dias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto, deixa marcada para a próxima quarta-feira (22) a presença do presidente da Vale, Murilo Ferreira, para prestar esclarecimentos. O deputado estadual Gilsinho Lopes (PR) demonstrou insatisfação com a falta do executivo, que pediu para ser substituído por um diretor.  Com isso, o comparecimento de Murilo foi deliberado pela comissão.

A empresa foi a segunda a depor, primeiro foi a Arcelor Mittal, na última semana.  Da Vale foram convocados para depor o diretor de pelotização Maurício Armando Max – que garantiu que o pó preto não faz mal à saúde – e o gerente de meio ambiente, Romildo Fracalossi, além do presidente que não compareceu e teve como substituto, o diretor Marconi Tarbes.

Maurício Armando Max defende como importante medida, ações do Termo de Responsabilidade Ambiental (TCA) assinado em 2007 e concluído em 2013. Investiu-se inicialmente R$ 700 milhões e com isso reduziu 33% na emissão de poeira. Depois mais R$ 100 milhões foram gastos e reduziu-se mais 20% na emissão do pó.

Maurício ressalta: “A Vale não tem nenhum registro de funcionário que foi afastado por problemas respiratórios causados pela poeira”. E afirma ainda que a poeira sedimentável, o pó preto, não causa problemas de saúde.

Romildo Fracalossi falou da importância das medidas, como por exemplo, a cobertura verde no Complexo de Tubarão; a substituição de óleos por gás natural, como fonte de energia; aplicação de polímero, que evita emissão de poeira quando o minério é manejado; além do uso Wind Fence, uma barreira que evita que o pó saia da mineradora.

O deputado estadual Euclério Sampaio (PMDB) rebate o diretor e diz que muitas pessoas são vítimas do pó preto e questiona o sentimento dos dirigentes. Já Erick Musso (PP) duvida da veracidade do resultado das pesquisas ambientais realizadas tendo em vista que os clientes são o IEMA, quem fiscaliza, e Vale, a empresa que polui.

A sessão teve quase quatro horas de duração. A próxima empresa a ser ouvida será a Samarco, na próxima quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

 

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