26 C
Serra
segunda-feira, 06 de abril de 2020

Delegada Gracimeri é aposta do PSC para renovar política da Serra

Leia também

Serra tem mais dois casos de coronavírus e doença cresce 7% em um dia no ES

A Serra tem mais dois casos confirmados do novo coronavírus, saltando de 31 para 33 o número de pacientes...

Casagrande nomeia Alexandre Ofranti para a Secretaria de Segurança

O coronel da Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES), Alexandre Ofranti Ramalho, assume nesta terça-feira (7) o posto de...

Serra registra 2 mil moradores infectados por dengue e intensifica combate

Com risco de ter um novo surto de dengue neste ano, a Serra já registrou 2.402 casos da doença...
Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

Gracimeri acumula 26 anos como delegada e diz que não abre mão de ser candidata. Foto: Divulgação

Novidade na política serrana, a delegada Gracimeri Gaviorno está filiada ao PSC, do vereador Aílton Rodrigues. Confirmada como pré-candidata a prefeita da Serra, ela entende que é o momento ideal para as novas lideranças políticas emergirem no município. Nesta entrevista, ela fala de sua carreira profissional, dos desafios e das razões que a levaram a optar por ser candidata. Além disso, detalha algumas de suas ideias de gestão para a cidade.

Tratando-se de política, você é uma novidade na Serra. Resumidamente, qual foi sua trajetória profissional?

Comecei a trabalhar aos nove anos de idade, com carteira assinada aos 16 anos, no ramo de supermercados. Em 1999, entrei como delegada e fiquei por 26 anos. Na Serra, fui delegada da Mulher. Trabalhei em especializadas, como Furto de Veículos, Defraudações, Homicídios; liberava todos os corpos de homicídios da Serra. Em 2001, fui para a Sesp com o objetivo de montar a inteligência da Secretaria e o Disque-Denúncia. Fui Chefe de Polícia e, em 2017, assumi a Subsecretaria de Segurança e, em 2018, a Subsecretaria de Direitos Humanos e toquei o programa Ocupação Social.

Você era a segunda no comando da Sesp durante a paralisação da PM, em fevereiro de 2017. Imagino que tenha sido uma das experiências pessoais mais intensas…

Foi traumático para toda a sociedade. Assumi a Subsecretaria para melhorar o diálogo da polícia com as comunidades. Iniciamos o projeto Capacitar Para Transformar. E então ocorreu aquele processo, que foi muito desgastante. Perdi um grande amigo de trabalho da Divisão de Homicídios; perdemos policiais militares e civis, cidadãos. Não tínhamos hora para sair, para dormir. Eu mesma, saindo da Secretaria, sofri uma tentativa de roubo. Tive que trocar tiros com bandido.

Você foi subsecretária e chefe de Polícia no governo Paulo Hartung. Ele é um dos seus incentivadores na política?

Às vezes, ele me aconselha. Um dos conselhos foi: “Se quer entrar na política, tem que conversar com todos”. Nesse período, me matriculei em dois processos seletivos: MLG, que é uma organização social com foco na gestão pública; e no Renova BR, cujo foco é a política. Foi com essa formação e esse diálogo com muita gente que eu resolvi me candidatar. Foi quando conheci o Pastor Aílton (presidente do PSC-Serra). Chegamos à conclusão de que estávamos falando a mesma língua.

Acredito que o plano de governo esteja em elaboração; mas o que o PSC e a Gracimeri pensam para a Serra?

O problema grave da Serra é a segurança, que é a última ponta do processo. De acordo com o IBGE, o município tem apenas 27% de ocupação em termos de trabalho. Um município que tem muitos jovens e registra taxa de desocupação de 70%, onde eles estarão? Morrendo e matando. A Prefeitura não cria empregos, mas é um articulador do desenvolvimento, de estímulos e de empreendedorismo.

Objetivamente, o que seria esse “estímulo de empreendedorismo”?

Atração de empresa, qualificação de mão de obra e desburocratização. Os empresários estão reclamando da morosidade para se montar uma empresa; o investidor prefere ir para Cariacica, porque tem viabilidade. As secretarias não se entendem e o empresário perde muito tempo. Precisamos avançar nessa parte cultural de desburocratização e investir em tecnologia.

A Guarda Municipal da Serra é mais recente do que as experiências em Vitória e Vila Velha. Como fortalecer ainda mais o serviço dos agentes?

Precisamos da Academia da Guarda Municipal. Não é possível contratar e colocar nas ruas essa guarda sem o curso de qualificação. Hoje, isso depende da polícia civil, que nem sempre está disponível. Então, se tivermos uma estrutura própria facilita a locação de guarda. A atividade de segurança precisa de qualificação continuada.

O que é possível fazer de diferente numa cidade com as características e demandas sociais como a Serra?

Na avaliação do PSC, esses dois modelos de gestão (referindo-se a Audifax e Vidigal) focam muito em obra, em concreto, em construir prédios. O Upa, por exemplo, já está tendo problemas porque não tem médico. Temos que olhar o ser humano em primeiro lugar. Praças e prédios são muito importantes, mas de que adianta, se não tem médico, remédio; quem precisa de uma especialidade fica dois anos esperando. É um dever do Estado, mas quem é o interlocutor? É o prefeito. Então, precisamos olhar para a qualificação da oferta de serviços.

Como fazer isso, se a folha de pagamento da Prefeitura já está bem próxima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal?

A Prefeitura tem aproximadamente mil cargos comissionados que, às vezes, não têm a capacitação. Se demitir, dá para fazer contratações.

Uma das críticas recorrentes na Serra é na área do esgotamento sanitário. Há algum plano de ação nesse sentido?

Nós do PSC criticamos muito essa PPP. O Município, a Câmara e a Prefeitura não têm como fiscalizar esse contrato. É um contrato milionário, de 30 anos, e o serviço é de péssima qualidade. O contrato é coletar e tratar, mas eu pergunto: onde está o tratamento? Sem contar a coleta, que é péssima. Vieram para despoluir a cidade; porém, o maior poluente é a Ambiental Serra. A cidade precisa avançar em um modelo de fiscalização sobre esse contrato. Defendemos que o Município tome as rédeas.

Sua candidatura está consolidada ou existe possibilidade de composição?

O PSC garantiu minha candidatura como cabeça de chapa. Esse foi o acordo. Eu só viria desse jeito. Se alguém quiser ser vice, tem espaço aqui.

Quantos vereadores o PSC quer eleger?

Vamos eleger três cadeiras do PSC. Teremos dois vereadores de mandato: Pastor Ailton e Basílio da Saúde. Quélcia já foi informada de que não ficará no partido.

Comentários

Mais notícias

Casagrande nomeia Alexandre Ofranti para a Secretaria de Segurança

O coronel da Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES), Alexandre Ofranti Ramalho, assume nesta terça-feira (7) o posto de secretário de Segurança Pública. Ramalho substitui...

Serra registra 2 mil moradores infectados por dengue e intensifica combate

Com risco de ter um novo surto de dengue neste ano, a Serra já registrou 2.402 casos da doença somente em 2020. Felizmente, sem...

Em meio à pandemia, EDP vai deixar bairros da Serra sem energia

A pandemia gerada pelo novo coronavírus não está impedindo que a EDP Espírito Santo suspenda energia de bairros da Serra. Durante esta semana, muitas...

Número de pacientes curados do coronavírus sobe para 38 no ES

Dos 194 casos confirmados de coronavírus no Espírito Santo, 38 pacientes já estão curados da doença. A afirmação é da Secretaria de Estado da...

VOCÊ TAMBÉM PODE LER

CONTEÚDO PATROCINADO

Comentários
close-link
close-link
CLIQUE AQUI e receba as principais noticias sobre o coronavírus na Serra e no ES pelo seu WhatsApp
error: Não copie! Compartilhe o conteúdo!
Precisa falar com o Tempo Novo? Envie sua mensagem