Corpo de menino de 7 anos morto pela mãe ainda aguarda liberação da família para ser enterrado

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Foto: Divulgação
A mãe Driele Figueiredo Pires de 28 anos foi presa. Foto: Divulgação

O corpo da criança de 7 anos que foi morta asfixiada pela mãe no bairro Nova Carapina II, na Serra, ainda está à espera da família para ser retirado, velado e enterrado. O corpo do menino foi encontrado no último domingo (6) morta embaixo de uma cama já com forte odor.

De acordo com a Secretaria de Assistência Social da Serra (Semas) o Conselho Tutelar do município, ao tomar conhecimento da tragédia envolvendo a criança de 7 anos, realizou contato com os familiares para prestar toda assistência necessária.

A Semas fez contato com o município de Itamaraju, na Bahia, cidade onde o avô materno reside, para localizá-lo e assim viabilizar a vinda do mesmo para o Espírito Santo. Considerando o seu estado de saúde, ele informou que não tem condições para fazer o trajeto.

Com a impossibilidade do avô, tratativas estão sendo feitas para que a tia-avó da criança, que é moradora do município da Serra, faça a liberação do corpo. Com o auxílio da Semas a responsável já conseguiu a segunda via da Certidão de Nascimento. Além disso, todas as providências estão sendo tomadas para a concessão do auxílio funeral e demais assistência aos familiares.

Para quem não se lembra, a criança de sete anos, foi morta pela mãe Driele Figueiredo Pires, que confessou que cometeu o crime porque a criança “era muito rebelde”. A vítima foi sufocada com um travesseiro até a morte.

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A mulher, de 28 anos, foi presa após prestar depoimento por mais de seis horas. Driele é mãe de outras quatro crianças, além de estar grávida de oito meses.

O crime aconteceu há quatro dias, mas foi descoberto apenas no domingo (6), quando, por meio de uma denúncia anônima, a polícia encontrou o menino morto. Seu corpo estava escondido debaixo da cama da casa de Driele há três dias e já apresentava forte odor. Assim que os policiais chegaram ao local, a mãe não estava em sua residência, mas foi encontrada pouco tempo depois passeando pelo bairro com seu outro filho, de cinco anos.

Apesar de ter cinco crianças, a mãe morava com apenas dois; um deles é o assassinado e o outro é a criança com quem ela passeava pelas ruas do bairro. O pai do menino morto está preso no Paraná e as demais crianças vivem com a família paterna.

A vítima do crime estava enrolada em um lençol com marcas de sangue; ao lado dele foi encontrada uma machadinha, mas a perícia disse que a causa da morte foi asfixia; a mãe confessou ter matado o menino com um travesseiro.

Driele foi levada para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. No local, ela disse que “o filho era muito rebelde” e, por conta disso, o matou. Ela contou ainda que enrolou o corpo do menino no lençol e tentou se livrar para fugir, mas não conseguiu.

Vizinhos sentiram forte odor e desconfiaram

Na última sexta-feira (4), vizinhos da mulher começaram a desconfiar do sumiço da criança. Eles afirmam que viram a moradora do bairro alcoolizada e chorando na região, dizendo que seu filho nunca mais voltaria para casa. Questionada, ela afirmou que o pai o teria levado.

Mesmo assim, a desconfiança continuou, já que a vizinhança sentia um forte odor vindo de dentro da casa da mulher e, por conta disso, acionaram a polícia na manhã de domingo. Quando chegou no local, a polícia encontrou a casa aberta e vazia, ao sentirem o forte odor, olharam debaixo da cama e viram o corpo da criança.

Logo após, começaram a buscar a suspeita, que assim que encontrada na praça do bairro, confessou o crime e foi levada. De acordo com a polícia, a suspeita tem várias passagens na Justiça por ameaça, lesão corporal e até tentativa de homicídio.

A outra criança, encontrada junto com a mãe, foi resgatada pelo Conselho Tutelar. A mãe foi encaminhada para o Centro de Triagem de Viana.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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