Comunidade se mobiliza para recuperar rio

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Em junho a situação do rio 5 de Novembro já era dramática e piorou nos últimos meses, gerando colapso de água na região. Foto: Fábio Barcelos
Em junho a situação do rio 5 de Novembro já era dramática e piorou nos últimos meses, gerando colapso de água na região. Foto: Fábio Barcelos
Em junho a situação do rio 5 de Novembro já era dramática e piorou nos últimos meses, gerando colapso de água na região. Foto: Fábio Barcelos

Por Bruno Lyra

A mobilização de um grupo de moradores da localidade de Santa Antônio do Canaã, também conhecida como Patrimônio, em Santa Teresa, região serrana do ES, está ajudando a recuperar o rio que corta a comunidade. Trata – se do movimento ‘Salvem o Rio 5 de Novembro’, manancial que faz parte da bacia rio Santa Maria do Rio Doce e que está praticamente seco.

O Santa Maria, que também está em situação crítica com o leito sem água em alguns trechos, é afluente do rio Doce, onde deságua em Colatina.  O trabalho vem ganhando repercussão estadual, depois que a jornalista Fernanda Coutinho criou, em abril último, um blog e uma página no Facebook dedicados à causa.

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“Moro e trabalho em Vitória, mas nasci e fui criada na comunidade de Patrimônio, onde ainda vivem meus pais. Então resolvi ajudar e acabamos criando um espaço de referência para informações sobre o movimento”, explica.

Segundo Fernanda, o grupo conseguiu que o Comitê de Bacia do Santa Maria do Doce cadastrasse os 84 proprietários rurais das áreas banhadas pelo 5 de Novembro, que foram divididas em cinco sub-bacias. “Foi feito um acordo de cooperação comunitária para uso do rio, estabelecendo rodízio para irrigação em cada sub bacia em dias alternados, o que melhorou um pouco a disponibilidade de água”, pontua.

Em Patrimônio, uma das pessoas que está a frente da iniciativa é Valdinéia Peixoto. Ela explicou que além do cadastramento dos proprietários rurais e do acordo de cooperação para uso do rio, a mobilização também atraiu o projeto de reflorestamento de 50 nascentes e instalação de 20 fossas sépticas na região, trabalho a ser finalizado até setembro pelo Instituto Terra.

“Nós também já conseguimos mudas e estamos conversando com mais produtores para recuperar outras nascentes. Além disso foi instalada uma régua onde monitoramos diariamente o volume de água, que hoje (quarta, 24) é crítico. Tanto que o abastecimento da comunidade, com cerca de dois mil habitantes, está irregular e dependendo de carro pipa”, conclui.

Mais informações sobre o movimento Salvem o Rio 5 de Novembro no endereço https://www.facebook.com/salvemorio5denovembro/ ou no https://salvemorio5denovembroblog.wordpress.com/

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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