Uma cobra venenosa, da espécie jararaca, assustou banhistas ao aparecer em uma praia turística do Espírito Santo. O animal chegou a dar o bote contra uma mulher que caminhava pela areia, mas ela conseguiu desviar a tempo e escapou sem ser picada.
O caso aconteceu em uma praia movimentada de Piúma, no litoral sul do Estado. A banhista, identificada como Maura Santos, mora na região e estava no local acompanhada do neto quando tudo ocorreu. Segundo ela, o susto foi grande.
Maura contou que caminhava pela areia, perto de uma área com vegetação, quando pisou sem querer muito perto da cobra. No mesmo instante, o animal reagiu e avançou em sua direção.
“Eu só senti um movimento na areia e vi a cobra levantando. Foi tudo muito rápido. Eu puxei meu neto e consegui sair para o lado. Na hora, meu coração disparou. A gente nunca imagina encontrar uma jararaca tão perto de onde tem criança brincando”, relatou a banhista ao Portal Tempo Novo.
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Depois do ataque, Maura saiu correndo com o neto. A cobra, segundo testemunhas, voltou para uma área de vegetação próxima à praia. A situação gerou medo entre outros banhistas, que se afastaram do local e passaram a observar a areia com mais atenção.
Cobra voltou para área de vegetação na praia turística
Moradores e frequentadores da praia relataram que o trecho onde a cobra apareceu fica próximo a uma área com mato, o que pode explicar a presença do animal. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Mesmo assim, o episódio serve de alerta, principalmente durante períodos de chuva. Nessa época, segundo fiscais do Meio Ambiente, cobras podem sair do habitat natural em busca de abrigo ou alimento. Por isso, moradores e turistas precisam redobrar a atenção em praias, quintais, terrenos e áreas próximas à vegetação.
Jararaca tem veneno perigoso
A cobra encontrada na praia era uma jararaca, serpente venenosa conhecida cientificamente como Bothrops jararaca. A espécie aparece em diferentes regiões do Brasil e costuma viver em áreas de mata, terrenos com vegetação, plantações e locais onde encontra pequenos animais para se alimentar.
Apesar de geralmente evitar contato com humanos, a jararaca pode atacar quando se sente ameaçada. Isso pode acontecer, por exemplo, quando alguém pisa perto dela sem perceber ou tenta mexer no animal.
O veneno da jararaca pode causar dor intensa, inchaço e complicações sérias. Em casos mais graves, a vítima precisa de atendimento médico rápido e aplicação de soro específico. Crianças, idosos e pessoas mais frágeis correm mais risco em caso de picada.
Biólogo orienta: nunca tente capturar uma cobra venenosa
O biólogo Cláudio Santiago alerta que ninguém deve tentar capturar ou matar uma serpente. Segundo ele, a reação da cobra pode ser mais rápida do que a pessoa imagina.
“Nunca tente conter uma serpente. Se for a jararaca, chame imediatamente a Polícia Ambiental. Ela é mortal, dependendo do tamanho da pessoa, criança principalmente. Não adianta, nunca seremos mais rápidos do que o bote desta cobra. Apenas um arranhão do dente dela já pode causar problema sério, perda de tecido, entre outros problemas. Nem com a cobra morta deve-se tocar nela, porque o veneno ainda está ali presente”, destacou.
A orientação vale também para quem encontra o animal dentro de casa, em quintais, ruas, praias ou áreas de lazer. A recomendação é manter distância, evitar movimentos bruscos e acionar os órgãos responsáveis.
O que fazer ao encontrar uma cobra
De acordo com orientações de fiscais do Meio Ambiente, a primeira atitude deve ser se afastar do animal. Em seguida, a pessoa deve isolar a área para impedir que crianças, moradores ou curiosos se aproximem.
Também é importante não jogar objetos, não tentar espantar com pedaços de madeira e não encostar na cobra, mesmo que ela pareça estar morta.
As principais orientações são:
- Afaste-se imediatamente;
- Isole a área;
- Evite tentar capturar ou matar o animal;
- Mantenha crianças e animais domésticos longe;
- Acione a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente.
Especialistas reforçam que cobras fazem parte do equilíbrio ambiental e, na maioria das vezes, só atacam quando se sentem ameaçadas. Por isso, a retirada deve ser feita por equipes preparadas.

