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Cesan admite problemas com substâncias cancerígenas na água do morador da Serra

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Trecho do rio Santa Maria, localizado na região do Queimado, perto do ponto de captação de água da Cesan. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra

Trihalometanos e ácidos haloacéticos. Nomes poucos comuns ao público leigo, mas que chegaram com frequência na água da Cesan, em valores acima do permitido, para o morador da Serra e de cidades vizinhas entre 2016 e 2020. As substâncias tem potencial cancerígeno segundo a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) e resultam da adição de cloro no processo de tratamento da água captada nos rios.

Nesta terça-feira (06) a Cesan admitiu o problema e disse que já corrigiu. A afirmação ocorreu durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, convocada para discutir a situação após a repercussão do caso.

Na reunião, o gerente Metropolitano Norte da Cesan, André Luiz Lima, disse que o excesso de derivados de cloro na água tratada começou a ser verificado em 2016, quando os rios tiveram queda dramática da vazão em função da superseca que atingiu o ES e, consequentemente, tiveram piora na qualidade do líquido bruto.

Segundo André, em 2019 a empresa acabou mudando o procedimento para realizar o processo de pré-cloração – onde segundo ele começou a aparecer o trihalometano e os ácidos haloacéticos em níveis elevados – adicionando peróxido de hidrogênio para a remoção das substâncias indesejadas.

Mas o representante da Cesan não explicou o porque de amostras da água distribuída à população ainda apresentarem inconformidades em 2019 e em 2020. Entenda o caso.

O excesso de derivados de cloro na água da Cesan veio a público em fevereiro, após denúncia da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), que mantém, por determinação do Ministério da Saúde, programa de monitoramento do líquido que chega às torneiras dos moradores, o Vigiágua.

Ao constatar o problema, a Sesa pediu ajuda à Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) que em 17 de fevereiro nota técnica confirmando o excesso de THT e ácidos haloacéticos em amostras coletadas entre dezembro 2016 e dezembro de 2020.  E ainda alertou para o potencial cancerígeno da substância. Ainda não há dados sobre as amostras de 2021.

Onze dias depois da nota da Agerh, a Agência de Serviços Públicos do ES (ARSP) autuou e multou em R$ 24,7 mil a Cesan, além de exigir da concessionária a correção do problema. Na mesma ocasião a ARSP também autuou e multou a Cesan pelo mesmo valor, R$ 24,7 mil, por entregar água com excesso de turbidez (escura) ao morador da Serra e de cidades vizinhas.

Ministério Público

A ata da reunião extraordinária de hoje (07) na Ales será encaminhada ao Minstério Público Estadual, informou o presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, Hércules Silveira (MDB). Outro parlamentar que esteve presente foi o deputado Bruno Lamas (PSB), este com base eleitoral na Serra.

Também participaram da reunião representes da Agerh e ARSP, que ressaltaram a tecnicidade de suas ações no caso. A reunião aconteceu a pedido da ONG Juntos SOS Ambiental ES, dirigida pelo engenheiro químico e ativista ambiental Eraylton Moreschi.

Abrangência

As amostras que apresentaram problemas foram coletadas no líquido distribuído pelas Estações de Tratamento de Água de Carapina, Santa Maria e Reis Magos. As duas primeiras atendem Serra, Praia Grande em Fundão, bairros da zona norte de Vitória e ao longo da Rodovia do Contorno em Cariacica.

A Estação do Rio Reis Magos entrou em operação no final de 2017 e passou a atender a região da Serra Sede e bairros do Civit I. Nos últimos anos tem sido frequentes as reclamações de moradores da Serra em relação à falta d’água e também sobre a qualidade do líquido, que eventualmente chega às torneiras com cor, odor e sabor estranhos.

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