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Cesan é multada por fornecer água escura e com excesso de cloro na Serra

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Reclamações sobre a qualidade da água da Cesan nos últimos anos se acumulam na cidade. A mais recente foi em Manguinhos, no último dia 24 de fevereiro. Foto: Divulgação internauta.

A Cesan foi autuada e multa por mandar água escura e com excesso de cloro para moradores da Serra e cidades vizinhas atendidas pelos rio Santa Maria e Reis Magos. A autuação ocorreu no último dia 26 de fevereiro pela Agência de Serviço Público do Espírito Santo (ARSP), instituição responsável por fiscalizar concessionárias no estado.

A multa para o excesso de cloro é de R$ 24,7 mil. Já para água escura (turbidez acima do limite legal) é também de 24,7 R$  mil. No documento da autuação, enviado pela ARSP ao Tempo Novo, consta que o elementos químicos trihalometanos (THT) e ácidos haloacéticos (AHT) – resultantes da adição no cloro durante o tratamento da água – estavam acima do limite legal. Numa das amostras, até oito vezes acima.

Este problema foi constatado nas águas fornecidas pelas Estações de Tratamento (ETA´s) Santa Maria, Carapina e Reis Magos, que além de atenderem todos os 517 mil moradores da Serra também fornecem água para zona norte de Vitória (após o Canal da Passagem), parte de Cariacica (bairros a região da Rodovia do Contorno) e Praia Grande em Fundão.

O excesso das substências geradas pela adição de cloro foram constatadas em amostras colhidas entre novembro de 2016 e novembro de 2020, segundo relatório da ARSP. No documento a agência exige da Cesan correção imediata e exige melhorias no monitoramento da água que trata e distribui à população. E alerta para os riscos à saúde, dentre eles o desenvolvimento de câncer em quem consome o líquido.

Já no caso do excesso de turbidez, que na prática significa água com transparência inferior ao exigido (água mais escura que o normal), o problema também foi veirifcado nas três ETA´s, só que entre os meses de agosto de 2018 e novembro de 2020.

Os problemas de cloro e turbidez na água da Cesan vieram à tona há duas semanas. É que a Secretaria Municipal de Saúde da Serra (Sesa), que acompanha através do Programa Vigiágua os dados de qualidade do líquido fornecido pela Cesan, constatou os excessos e cobrou da ARSP e da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) um posicionamento. Foi quando no dia 17 de fevereiro a Agerh enviou nota técnica ao município confirmando os problemas.

Empresa havia dito que era mentira

Mesmo diante da denúncia da Sesa e da Agerh e ARSP confirmando os fatos, a Cesan negou que a água distribuída à população tenha excesso de cloro. No último dia 26 a empresa emitiu comunicado dizendo ser ‘inverídica’ a informação, classificando de ‘desconhecimento’ e ‘má interpretação textual’.

A reportagem pediu um novo posicionamento da empresa nesta quinta –feira (04) sobre o caso. Mas a empresa ainda não se pronunciou.

Reação

O secretário de Meio Ambiente da Serra, Cláudio Denícoli, que já havia oficiado o Ministério Público, Agerh e ARSP, classificou como “brincadeira” a negativa da Cesan em admitir o problema.

Já o presidente do Comitê de Bacia do Rio Santa Maria (CBH), Gílson Mesquita, diz que a instituição fará na próxima segunda-feira (08) reunião extraordinária para discutir a situação. Por sua vez, a ONG Juntos SOS ES Ambiental acionou os órgãos responsáveis pela fiscalização do abastecimento de água para que exijam da Cesan correção do tratamento, segundo informou o diretor da ONG, Eraylton Moreschi.

 

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
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