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Arcelor amplia o uso de ferrovias e tira 21,6 mil caminhões de estradas

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Composição da VLI corta trecho da Vitória/Minas na região do polo industrial Piracema, na Serra. Foto: Bruno Lyra
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Composição da VLI corta trecho da Vitória/Minas na região do polo industrial Piracema, na Serra. Foto: Bruno Lyra
Composição da VLI corta trecho da Vitória/Minas na região do polo industrial Piracema, na Serra. Foto: Bruno Lyra

Por Bruno Lyra

Não é novidade que a ferrovia é o jeito mais barato, seguro e sustentável para transportar volumes expressivos de cargas a grandes distâncias. E aproveitando essa vantagem logística do Espírito Santo e da Serra, as gigantescas plantas industriais aqui instaladas tem procurado expandir o uso do trem para escoar seus produtos e receber matérias – primas.

É o caso da ArcelorMittal Tubarão, que entre 2010 e 2015 aumentou em quase 400% o transporte de calcário por trem das regiões produtoras em Minas Gerais para a unidade da siderúrgica na Serra.  De acordo com gerente de Logística da ArcelorMittal Tubarão, Lucas Carvalho, o uso do modal retirou cerca de 21,6 mil caminhões das estradas entre o ES e MG só entre março de 2015 e março de 2016. E a estimativa é a de que até o final do ano, 2,2 mil caminhões deixem de circular todo o mês com a operação.

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“Esse modal tem permitido atender com eficiência a grandes distâncias, visto que as fontes de calcário ficam, em média, a mais de 500 km da unidade, em Tubarão, além de trazer menos impacto para as rodovias brasileiras”, salienta Lucas.

O gerente acrescenta que tal evolução foi possível graças aos investimentos da VLI, operadora das Ferrovias Centro Atlântica e Vitória – Minas, por onde fluem cal e calcário usado pela Arcelor. É que os vagões que transportavam os produtos foram substituídos por estruturas que transportam contêineres, que são invólucros mais adequados para o fluxo desse tipo de material. Tanto para garantir melhor qualidade desta matéria -prima quanto para dar mais eficiência de peso e volume transportados por viagem.

Questionado sobre o quanto a empresa já economizou com a migração de modal, Lucas disse  que por enquanto não há tais dados, pois estão adequando processos. “O que podemos adiantar é que ele gerar uma série de importantes ganhos estratégicos e que vão além do viés econômico, tais como redução do número de veículos nas rodovias, menor emissão de poluentes e menor vulnerabilidade empresarial em caso de greve de motoristas”, enumera.

Bobinas de aço fazem o caminho inverso

Lucas acrescenta que a Arcelor também recebe minério de ferro pela Vitória – Minas e calcário da região de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do ES, pela Ferrovia Centro Atlântica, a antiga Leopoldina. E que também aproveita o container que abastece a usina de cal/calcário para escoar bobinas de aço produzidas em Tubarão para a região metropolitana de Belo Horizonte.

Já a VLI, que pertence à Vale, destaca que é política da empresa fazer novos investimentos para adequar seus serviços à demanda de clientes como a Arcelor. “Com essa solução que desenvolvemos, acreditamos que, em breve, novas parcerias serão firmadas. As vantagens do transporte ferroviário desses produtos com contêineres são grandes, em função da confiabilidade, custo-benefício e segurança”, argumenta o gerente comercial da VLI, Juliano Silva.

 

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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