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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Após denúncia, suspeito é preso por maltratar pit bull em Fundão

A cadela foi socorrida e levada para uma clínica veterinária de Vitória para receber atendimento emergencial.

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Redação Jornal Tempo Novo com informações de assessoriahttps://www.portaltemponovo.com.br
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O resgate do animal foi feita em Fundão – Praia Grande, cidade vizinha a Serra. Foto: Divulgação

Uma ação conjunta entre a Delegacia de Polícia Civil de Fundão e a CPI dos Maus Tratos a Animais da Assembleia Legislativa do Estado deteve, em flagrante, na última segunda-feira (19), um suspeito de 26 anos por maus-tratos aos animais, em uma residência no beco do Cigano, no bairro Praia Grande, em Fundão.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz, delegado Rodrigo Peçanha, após receber a denúncia realizada pela CPI de haver a prática desse tipo de crime na região, a equipe de investigações de Praia Grande diligenciou, juntamente com os agentes integrantes dessa CPI, até o local.

“A equipe encontrou nos fundos da residência a cadela da raça pit bull em estado de subnutrição e encoleirada a uma pilastra com uma guia curta, fato que impedia praticamente qualquer movimentação do animal. Além disso, não havia água ou comida disponível para a cadela”, disse Peçanha.

Segundo a deputada estadual Janete de Sá (PMN), presidente da CPI dos Maus-Tratos, a CPI recebeu denúncia, muito bem fundamentada, com fotos, relatando a situação de maus-tratos do animal. “O denunciante aguardou a diligência da CPI, sem dar divulgação nas redes sociais, para evitar que o tutor retirasse o animal da residência. Na tarde desta segunda-feira, fomos ao local e resgatamos a cadela que estava em situação de sofrimento. O animal corria risco de enforcamento, estava caquético, preso em um local insalubre, sem água, sem comida, com escoriações e pulgas pelo corpo. Diante da gravidade do caso, retiramos o animal e o levamos para uma clínica veterinária” relatou a deputada.

Ainda de acordo com o delegado, uma médica veterinária que acompanhou a equipe atestou a condição de risco de morte e de maus tratos do animal. “Diante da situação de flagrante foi dada voz de prisão ao proprietário da cadela e ele foi conduzido ao plantão da 13ª Delegacia Regional de Aracruz para ser autuado. A cadela foi socorrida e levada para uma clínica veterinária de Vitória, a fim de receber atendimento emergencial”, relatou o delegado.

Segundo Janete, a cadela, que deu cria há cerca de 2 meses,  foi retirada da residência pelo funcionário da CPI, Juarez Lima, que realizou a diligência no local com o apoio de uma veterinária voluntária, Nazian Gava, uma protetora independente e do policial civil, Luciano Bocayuva, de Fundão. O tutor disse a CPI que o animal foi usado para procriar e comercializar os filhotes. A primeira cria foi toda vendida por ele. O dono da casa, W. F. M. foi encaminhado para delegacia de Aracruz, enquanto o animal foi levado para uma clínica veterinária onde realizou exames.

O suspeito foi autuado em flagrante por maus-tratos aos animais, na forma da Lei 1.095/2019. Como a pena é de dois a cinco anos de prisão, não cabe fiança. O suspeito foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz, onde passará por audiência de custódia.

Essa é a segunda prisão realizada no ES, em menos de uma semana, depois que passou a vigorar a nova Lei que   prevê aumento da pena e prisão para quem maltrata cães e gatos.  Nos casos de flagrante, o agressor é preso e levado a audiência de custódia, como ocorreu no início da semana passada, dia 12, em Jaguaré.

Redação Jornal Tempo Novo com informações de assessoriahttps://www.portaltemponovo.com.br
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