Anuário IEL | Serra abriga 34 das 200 maiores empresas do Espírito Santo — veja a lista

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O estudo, realizado em parceria entre o IEL e a Findes, leva em consideração dados fechados de 2023 e foi elaborado a partir de mais de 10 mil contatos. Crédito: Divulgação

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) lançou, na semana passada, a 28ª edição do Anuário IEL 200 Maiores e Melhores Empresas no Espírito Santo. O estudo, realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), leva em consideração dados fechados de 2023 e foi elaborado a partir de mais de 10 mil contatos e da análise de informações de aproximadamente 360 empresas e grupos empresariais do estado.

Vale destacar que, para empresas de capital fechado, o envio de dados é facultativo, o que resulta na ausência de algumas grandes empresas no estudo, como Biancogrês e Fortlev, que figuram entre as maiores em outros levantamentos, mas não constam nesse.

No ranking das 200 Maiores Empresas pela Receita Operacional Líquida (ROL), foram utilizados os seguintes critérios: 1. para empresas com sede fiscal no Espírito Santo, foi considerado o total de suas receitas; 2. para empresas com sede fiscal em outros estados, foi considerado apenas o percentual da receita gerada no Espírito Santo.

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O principal indicador para o ranqueamento é a Receita Operacional Líquida (ROL), que corresponde ao total das receitas obtidas com a venda de produtos ou serviços, descontados impostos, devoluções e abatimentos relacionados às vendas, refletindo diretamente a atividade principal das empresas.

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Em conjunto, as 200 maiores empresas do Espírito Santo registraram uma receita operacional líquida de R$ 182,07 bilhões em 2023, uma leve redução (-0,57%) em relação aos R$ 183,1 bilhões de 2022. As empresas de comércio internacional, em particular, conseguiram equilibrar quedas expressivas de faturamento, como as da Petrobras (-24,8%) e ArcelorMittal (-21%), que possui sede na Serra.

Quanto à distribuição por municípios, Vitória permanece com a maior concentração de empresas, com 69 entre as 200 maiores, e uma ROL de R$ 111 bilhões, embora muitas operações ocorram em outros municípios. Na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), estão localizadas 140 das 200 empresas ranqueadas (representando 70% do total), com uma ROL de R$ 153 bilhões, equivalente a 84,3% da ROL total. A Serra ocupa a segunda posição, com 34 empresas na lista e uma receita operacional líquida de R$ 24 bilhões.

Na lista das 200 maiores empresas do Espírito Santo estão gigantes como a siderúrgica ArcelorMittal, que ocupa a 4ª posição com uma ROL de R$ 13,29 bilhões. No setor de comércio varejista, o grupo mais forte localizado na Serra é o Extrabom Supermercados, que aparece em 14ª posição com uma ROL de R$ 2,2 bilhões. A lista inclui outras grandes empresas metalmecânicas, como Cedisa, em 37º lugar com uma ROL de R$ 680 milhões, e Perfilados Rio Doce, dona da RDG Aços do Brasil, na 41ª posição com uma ROL de R$ 606 milhões.

No Civit I, a Fibrasa se destaca como uma das maiores indústrias do Espírito Santo. Empresa pioneira na transformação industrial da Serra, a Fibrasa apresentou uma ROL de R$ 472 milhões, ocupando o 51º lugar na lista. No setor de construção, a Pelicano permanece entre as maiores, localizada no Civit II e figurando em 59º lugar, com uma ROL de R$ 405 milhões.

Outro exemplo significativo é o Hospital Meridional da Serra, que demonstra o potencial do município para a saúde privada. A empresa ocupa a 98ª posição, com uma ROL de R$ 157 milhões. Na lista, destaca-se também a Ambiental Serra, maior representante do grupo Aegea no Espírito Santo, responsável pela gestão de esgotamento sanitário da cidade. A empresa está em 110º lugar, com uma ROL de R$ 113 milhões.

A Sobrita, tradicional pedreira da região, também integra o ranking, apresentando um bom desempenho em 2023, com uma ROL de R$ 40 milhões, ocupando a 157ª posição. Esses exemplos e resultados, em geral, são conhecidos e esperados.

Talvez a maior surpresa seja a queda expressiva da ArcelorMittal. Sabe-se que, especialmente em 2023, a siderurgia brasileira enfrentou uma enxurrada de aço chinês, que chegou (e continua chegando) ao mercado com preços muito abaixo dos praticados no país. O governo chinês subsidiou esses produtos para conter a crise no setor de construção civil, em declínio no país asiático. Essa estratégia impactou o mercado brasileiro, no qual a ArcelorMittal é um dos maiores players.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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