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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Agressor de cachorro diz que foi “impulsionado por voz misteriosa”

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Maria Nascimento
Maria Nascimento é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Vitor foi ouvido por membros da CPI dos maus tratos a animais. Foto: Divulgação

“Impulsionado por uma voz misteriosa”. Esse foi o argumento que o morador de Serra Dourada II, Vitor Rodrigues, usou  para se defender das acusações por agressão a uma cadela há uma semana. A agressão foi registrada por moradores da região, que acionaram a Policia Militar para conter o homem.

Em depoimento à CPI que investiga maus tratos a animais, na Assembleia Legislativa, o agressor disse ainda que só não matou o animal porque foi impedido por alunos que filmavam a cena. Segundo Vitor, a voz vinha de dentro da casa em que ele estava morando com uma tia. Disse também que a residência, que já foi canil da Polícia Militar (PM), não poderia abrigar um cão vira-lata e o fato de o cachorro estar infestado de pulgas e carrapatos foi o motivo final para sua atitude.

Diante da confissão, os deputados que compõem a CPI questionaram a saúde mental do depoente. O vice-presidente da comissão, Vandinho Leite (PSDB), falou sobre a necessidade de intervenção psiquiátrica. “Acredito que Vitor precise de uma avaliação médica. Estou na dúvida se ele é um artista de primeira, tentando mostrar que é doido, ou se realmente é doente”.

Ficha criminal:

De acordo com as investigações da comissão, a ficha criminal do denunciado mostra passagens por posse e tráfico de drogas e três denúncias enquadradas na Lei Maria da Penha. Diante das declarações, o colegiado da CPI ofereceu ajuda psicológica e perguntou se ele tinha interesse de se internar para se livrar de vez da dependência química. O colegiado decidiu ainda que vai solicitar a internação dele à Justiça e pedir investigação criteriosa por parte da polícia

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