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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O caminho das pedras para quem quer ser vereador

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Os vereadores Toninho Silva, Cézar Nunes e Alexandre Xambinho com o assessor jurídico Pablo de Andrade (o mais alto). Foto: Divulgação
Os vereadores Toninho Silva, Cézar Nunes e Alexandre Xambinho com o assessor jurídico Pablo de Andrade (o mais alto). Foto: Divulgação

Por Conceição Nascimento / Yuri Sacardini

A briga por uma das cobiçadas cadeiras da Câmara Municipal terá novas variantes na eleição do ano que vem. Para alguns dos atuais vereadores a formação de três grandes bancadas na Câmara de Vereadores – PMDB, Rede e PT – aliados às novas regras para as eleições em 2016, podem dificultar a entrada de novatos na Casa.

Uma das mudanças mais impactantes nas eleições de vereador é em relação à coligação partidária. Antes das atuais regras era possível aos partidos coligados inflar o número de candidatos. Agora, ou melhor, em 2016, sozinhos ou coligados, os partidos políticos na Serra só podem apresentar um teto de 34 candidatos.

“Se coligar vai dividir o número de vagas”, diz o advogado Pablo de Andrade, que é consultor e presta assessoria jurídica a 13 vereadores da Serra.

Ele acrescentou que além dos votos que a legenda precisará fazer para eleger um vereador, aproximadamente 12 mil, é necessário que o candidato atinja 10% desse total, ou seja, 1,2 mil votos ao menos. “Para competir tem que ser bom de voto, pois o sistema foi mudado para privilegiar quem é robusto e tem votos”, acrescentou Pablo.

Já Flavio Serri, presidente do PSD, chama a atenção para considerar os votos válidos neste cálculo. “Cada eleição tem suas abstenções ou votos nulos que acabam interferindo na conta para eleger vereadores. Na prática, para eleger um vereador será preciso que a coligação ou o partido consiga cerca de 9 mil votos”, arriscou.

É o que pensa também o vereador Toninho Silva, que migrou do Democratas para o PMDB, “É preciso estudar o cenário com as mudanças nas regras. As eleições de 2016 vão privilegiar candidatos e partidos fortes”, observou.

Para o vereador Cézar Nunes, que também mudou de partido, saindo do SDD e indo para a Rede, partidos pequenos podem não alcançar coeficiente eleitoral. “Enquanto os grandes já fazem legenda para mais de um vereador”, disse o veterano parlamentar.

Partidos apostam na eleição de novatos

Presidente do PSB na Serra, o deputado estadual Bruno Lamas acredita que a renovação irá seguir os mesmo padrões que eleições anteriores, “entre 50% e 60%”. Recentemente o deputado disse que o partido irá fazer três nomes na Câmara. Atualmente o partido conta com apenas uma cadeira.

O presidente estadual do PDT, deputado federal Sérgio Vidigal, disse que vê com naturalidade a mudança de vereadores de partidos e que o PDT irá aumentar o número de representantes eleitos. “Acredito que na próxima eleição o PDT vai eleger novos vereadores”, argumentou. Nas últimas mudanças partidárias, o PDT perdeu um representante, mas manteve dois.

Para o pré-candidato a prefeito pelo PSDB, Vandinho Leite, a renovação da Câmara vai ser maior do que em eleições anteriores. “Os vereadores ficaram sem opção e foram juntos para os mesmos partidos, alguns deles mesmo tendo boas votações podem ficar de fora”, aposta.

Ele diz que a expectativa do partido é fazer três vereadores em 2016, atualmente o partido não conta com nenhum nome na Câmara.

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