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sábado, 16 de novembro de 2019

Voluntários servem mais de 1.200 pratos de sopa por mês em Nova Almeida

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O projeto Osnahis Aloisi e Ivone servem sopa, oferecem oficina
Aloisi e Ivone dedicam a vida voluntariamente para ajudar famílias carentes na Serra e conseguem matar a fome de milhares de pessoas. Foto: Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Um exemplo de amor e dedicação. Assim é a vida do casal Aloisi Massote Filho e Ivone Souza Massote que dedicam seu tempo para ajudar famílias carentes na Serra.

Eles que moram em Jacaraípe, desenvolvem o projeto Obras Sociais do Núcleo de Apoio Humanitário Irmã Scheilla (Osnahis) em Nova Almeida, no bairro Boa Vista I.

Por meio do programa, o casal e os cerca de 20 voluntários que ajudam na instituição leva esperança e mata a fome de andarilhos e pessoas que vivem em situação de risco e miséria.

“O nome do projeto homenageia uma dedicada enfermeira Scheilla que na 2ª Guerra Mundial deu sua vida cuidando dos mutilados”, detalha o ativista social Aloisi.

Aloisi conta que toda esta dedicação ao semelhante começou há 34 anos. “Sempre quis ajudar e pensei como? Comecei na rua mesmo, levando alimento no porta malas do meu carro, mas depois percebi que precisava de estrutura, foi daí que investi no Osnahis, onde já funcionamos há doze anos”.

Crianças lanchando na sede da instituição. Foto: Divulgação
Crianças lanchando na sede da instituição. Foto: Divulgação

O terreno onde a instituição está instalada é de Aloisi e toda a estrutura foi construída com recursos próprios. “Tudo muito simples, mas conseguimos fazer a diferença na vida dessas pessoas”.

O projeto serve sopa e lanche todas as terças, quintas e sábados pela manhã, das 7 às 12h. “São muitas as pessoas que vem aqui para tomar um prato. Muitas trazem um vasilhame para levar para casa. Com a crise econômica a procura aumentou muito”, conta Aloisi.

Segundo, Ivone, esposa de Aloisi, são servidos cerca de 1.200 pratos de sopa por mês. E os ingredientes para fazer o prato principal são todos doados. “Não contamos com apoio de poder público e nem de ong, somos totalmente independentes. Os ingredientes usados são doados por pessoas físicas que ajudam contribuindo com o que podem”.

Para arrecadar alimento e doações para o projeto, os voluntários batem de porta em porta nos bairros da cidade. “Com isto podemos fazer pequenas cestas que doamos para os necessitados. O SOS Fome já ajudou muita família e vai continuar ajudando se depender da gente”.

Ivone Massote preparando a sopa. Foto: Divulgação
Ivone Massote preparando a sopa. Foto: Divulgação

O projeto também ajuda gestantes doando kits com fraudas e roupas. “Fora aquela família que vem até nós e precisa de um guarda roupa, ou uma geladeira. Fazemos uma campanha e conseguimos ajudar. Um móvel usado que não serve para você pode servir para uma família carente”.

Além da sopa, o projeto oferece ainda oficinas de artesanato, biscuit, costura. “Tudo muito simples. São voluntários que se dispõe a dar as oficinas. Também promovemos lazer por meio de jogos de futebol, contamos histórias e fantoches para crianças”, destaca Aloisi.

As oficinas acontecem aos sábados, das 7 às 12 horas.

Doações

Quem quiser ajudar, o projeto aceita doação de móveis, roupas usadas e novas, verduras e legumes, alimentos, fraudas, roupas de bebês. “Damos um jeito de buscar. Quem puder doar basta nos ligar”. O telefone de contato é o 3245-6063 e 27-99646.9635.

Confira algumas fotos do projeto em ação.

 

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