A Câmara Municipal da Serra emitiu uma circular interna no último dia 6 de fevereiro de 2026 reforçando a proibição do porte de armas de fogo no plenário e nos demais ambientes internos da Casa de Leis. A medida veio à tona em meio a relatos de que vereadores estariam circulando armados dentro do prédio, fato que tem gerado temor e apreensão entre servidores, frequentadores e os próprios vereadores.
As informações foram divulgadas pelo jornalista e comentarista político da Serra, Elias Souza, que comanda o canal Elias News. Segundo ele, o tema passou a circular nos bastidores do Legislativo em um momento em que a atual legislatura tem sido marcada por aumento das tensões internas e debates acalorados em plenário.
Circular reforça norma já prevista no Regimento Interno
O documento oficial, assinado pelo diretor-geral da Câmara, Danilo Cancelieri Mattos, cita expressamente o Regimento Interno da Câmara Municipal da Serra (Resolução nº 278/2020), que proíbe o porte de armas no recinto das sessões.
A circular destaca o Artigo 302, que estabelece ser vedado aos vereadores portar armas no interior da Casa Legislativa. O texto informa ainda que, a partir do dia 9 de fevereiro de 2026, a proibição passa a ser rigorosamente observada em todos os setores administrativos, não se restringindo apenas ao plenário.
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Detectores de metal passam a ser utilizados
Ainda de acordo com a circular, para o cumprimento da norma, seguranças da Casa passaram a atuar no controle de acesso, com o uso de detectores de metal portáteis. Durante a manhã desta segunda-feira (9), servidores confirmaram que dois funcionários estavam posicionados na recepção, realizando a verificação, procedimento que não era adotado anteriormente de forma rotineira.
Especulações citam nomes, mas não há confirmação oficial
Nos bastidores, informações ainda não confirmadas oficialmente pelo Tempo Novo, ao menos cinco vereadores poderiam estar entrando armados na Câmara e eventualmente no plenário. Entre os nomes citados em especulações estão Cabo Rodrigues, Agente Dias, Pastor Dinho, Antônio Carlos CEA e Rodrigo Caldeira.
Até o momento, não há confirmação formal, nota oficial ou procedimento administrativo divulgado pela Câmara que comprove o porte de armas por parlamentares específicos. A própria circular não cita nomes, limitando-se a reafirmar o cumprimento da norma regimental.
O reforço da segurança ocorre em um contexto de acirramento político dentro da Casa, cenário que tem ampliado a preocupação de servidores e de parte do público que acompanha as sessões presenciais.
Procurada, a Câmara Municipal da Serra ainda não se manifestou oficialmente sobre denúncias específicas envolvendo vereadores, nem informou se haverá abertura de procedimento interno para apuração dos relatos.