Vento sul e ressaca abrem temporada de surf na Serra

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Surfistas no Solemar, em Jacaraípe: cerca de 300 praticantes do esporte vão a praia diariamente quando há ondas. Foto: Bruno Lyra

 

Surfistas no Solemar, em Jacaraípe: cerca de 300 praticantes do esporte vão a praia diariamente quando há ondas. Foto: Bruno Lyra

Bruno Lyra

O vento sul chegou e com ele o frio e a ressaca no mar. E isso é motivo de alegria para os surfistas que frequentam os ‘picos’ da Serra. É que essas condições são as ideais para a formação de ondas maiores e mais fortes, temporada que se estende pelo menos até outubro.

Segundo o diretor da Associação de Surf do Estado do Espírito Santo, Pablo Torres, nessa época quem tem alguma experiência com o esporte já fica de olho nas condições meteorológicas e de maré para saber o dia e horário das melhores ondas no litoral serrano. Isso vale tanto para os surfistas profissionais quanto os amadores. “É um esporte muito popular. Nas datas boas com ondulações de vento sul/sudeste, muitos surfistas da Serra e de outras cidades procuram os ‘picos’ (pontos ideais para surf) espalhados pelo litoral do município”, explica.   

De acordo com Pablo, os ‘picos’ estão distribuídos em três balneários da Serra: Em Jacaraípe, de norte para sul, Capuba, Jeffreys Bay, Chá, Girino, Solemar, Amigão, Barrote, Coral de Castelândia e Praia da Baleia. No mesmo sentido, em Manguinhos, Baixas de Manguinhos e Cação. Em Carapebus, na mesma direção, Coral do Sítio, Praia de Carapebus, Prainha, Praia Mole, Belziland e Pinheirinho.

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Também integrante da Ases, cuja sede fica no Solemar, Lúcio ‘Feroz’ da Silva conta que nessa época cerca de 300 surfistas circulam num único dia de onda no pico. “Começam a entrar na água por volta das 5h40. Tem gente que trabalha após às 8h e aproveita essas primeiras horas da manhã para surfar e depois seguir para os compromissos. Tem surfistas que vêm em outros horários ao longo do dia e isso segue até às 18h, quando anoitece”, explica.

A Sede da Ases dá suporte aos surfistas que frequentam o Solemar e outros ‘picos’ próximos. Chuveiro, banheiro, loja de artigos do esporte, oficina e hotel de prancha, além de lanchonete e restaurante. Há outros estabelecimentos comerciais na região também dedicados a esse público: fábrica e oficinas de pranchas, lojas de roupas e artigos, escolinhas e alimentação.

Surfista e profissional de conserto de pranchas que atua em Jacaraípe, Gleidson ‘Pezão’ Alves lembrou que a presença dos praticantes do esporte aquece a economia local, gerando renda e trabalho. “Depende muito das ondas, que é um fator da natureza. E do poder público na gestão do saneamento, para que o mar não fique poluído por esgoto e da segurança para que o surfista possa ir aos locais com tranquilidade. Sinto que nesses dois quesitos não temos a atenção necessária”, pondera.    

Fim de semana tem disputa nas ondas do Solemar

No embalo da ressaca que atingiu o litoral capixaba esta semana, o Solemar, em Jacaraípe, recebe neste sábado (21) e domingo (22) a 2ª etapa do Circuito Prime Surf House. Haverá disputas nas categorias Sub 14, Sub 16, Feminino, Freesurf, Master, Grand Master, Kahuna e Grand Kahuna.

As baterias começam a partir das 8h nos dois dias. São 12 vagas por categoria e as inscrições custam R$ 70. Na premiação, 24 pranchas, 09 skates, kits de roupas, acessórios e troféus, além de 02 passagens para El Salvador.   

 

   

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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