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segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

Vazamento de rejeito com minério da Vale está devastando praia da Serra

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Rejeitos do beneficiamento de minério da Vale no mar capixaba: vazamento ainda não foi estancado. Foto: Divulgação

Um vazamento de grandes proporções de esgoto industrial sem tratamento com minério e calcário da Vale está atingindo a Praia Mole nesta sexta-feira na Serra. O vazamento veio de um tanque de rejeitos existente no Complexo da Tubarão e teria começado à tarde. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) o vazamento ainda não havia sido estancado até o momento dessa publicação.

O órgão foi avisado do vazamento às 15h e 30 e técnicos foram imediatamente para o local, onde perceberam a presença de minério, calcário e betonita junto à água avermelhada saída de um canal da mineradora. De acordo com a assessoria do Iema será feita análise do rejeito em laboratório.

E segundo a presidente do Iema, Andreia Carvalho,  o material é parecido visualmente com os rejeitos derramados no rio Doce pela barragem da Samarco em Mariana – MG há dois anos. Ela disse também que há potencial para mortandade de animais marinhos, a mancha do rejeito já havia atingido área expressiva do mar até o final da tarde.  Andreia foi secretária de Meio Ambiente da Serra e deixou o cargo em 2016 para assumir o órgão estadual.

Lembrando que a Samarco é da própria Vale em sociedade com a BHP Billiton. A assessoria do Iema acrescentou que só após dimensionar o estrago é que será definida a multa para o vazamento em Praia Mole. As causas estão sendo investigadas e uma das hipóteses é a de que a estrutura do tanque de rejeitos não suportou as chuvas intensas que caem na Grande Vitória nesta sexta-feira.

Pesca, turismo e surf podem ser comprometidos

O local onde está acontecendo o vazamento faz parte da Área de Proteção Ambiental de Praia Mole e é vizinha a praia de Carapebus. Como não se sabe até quando o vazamento continuará, tem potencial para atingir várias praias da Grande Vitória.

Na Praia de Carapebus, onde há o bairro de mesmo nome, a preocupação é grande. Líder comunitário local, Anderson Muniz, disse que há um clima de apreensão quanto ao futuro da pesca e do turismo na região, e também do surf, já que nas proximidades há locais para a prática do esporte.

Anderson, que é membro do Conselho Gestor da Apa de Praia Mole, disse que moradores, comerciantes e ambientalistas da região pretendem acionar a Vale na Justiça por conta do ocorrido.

Em nota, a assessoria de imprensa da Vale disse que o vazamento foi uma ação controlada e adotada pela empresa por conta das chuvas, que entre sexta e sábado somaram 133 milímetros na Grande Vitória. Afirmou também que procedimento é previsto junto aos órgãos ambientais em situações de chuva extrema, que o material é inerte e já havia passado pelo sistema de tratamento, sendo lançado por um ponto licenciado pelo órgão ambiental e monitorado constantemente pela Vale. 

A empresa falou ainda que avisou imediatamente ao Iema e que o material lançado é tratado, é inerte e está dentro dos parâmetros técnicos definidos. 

Já a diretora presidente do Iema negou que o órgão tenha dado autorização para que a Vale lançasse o rejeito em Praia Mole. 

Reincidência

Em 30 de outubro de 2014, durante a superchuva que atingiu a Serra na data, o tanque de rejeitos da oficina de locomotivas da Vale transbordou e contaminou a lagoa Pau Brasil em Hélio Ferraz, descendo depois para a praia de Camburi através do córrego de mesmo nome.

Na época a Prefeitura da Serra multou a mineradora em R$ 4 milhões, mas até hoje o valor não foi pago.

 

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