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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Vale diz que nuvem vermelha de pó lançada no ar entre Vitória e Serra não é tóxica

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Poluição vermelha vista da praia de Camburi em Vitória no último dia 13 de janeiro. Foto: Divulgação

A substância lançada no ar pela Vale no Complexo de Tubarão no último dia 13 de janeiro não é tóxica, segundo a mineradora. Responsável pelo licenciamento da empresa e pela fiscalização da qualidade do ar na Grande Vitória, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), não havia definido até a tarde de ontem (21) se punirá a Vale pela poluição.

Em nota enviada ao Tempo Novo, o Iema disse que técnicos do órgão estão avaliando relatório feito pela Vale sobre o incidente e entregue no último dia 14 ao Instituto. A nota diz ainda que a mineradora informou ao Iema não se tratar de produto tóxico.

Também por nota, a Vale disse que o material é minério de ferro que escapou de um dos fornos após problema no precipitador eletrostático, equipamento usado para reduzir a emissão de pó. Segundo a empresa, o minério de ferro é considerado inerte e não tóxico.

A mineradora acrescenta que comunicou e mandou relatório sobre o incidente ao Iema dentro dos prazos legais e tomou as medidas para interromper a emissão, que durou 2 minutos e 41 segundos. A emissão foi vista por moradores de diversos pontos da Grande Vitória.

Ativista critica órgão ambiental

Morador de Vitória e ativista da ong Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi, criticou a postura do Iema. Segundo ele, o próprio órgão estadual estabeleceu na Licença do Operação (LO) nº 123 de 2018 a proibição de emissões visíveis.  A LO renovou a autorização para funcionamento da mineradora em Tubarão.

Eraylton lembrou que o problema de emissões visíveis de pó em Tubarão é antigo. À reportagem, o ativista enviou documentos datados de 2012, quando formalizou denúncia com fotos ao Iema sobre uma série de emissões visíveis no Complexo de Tubarão entre 18 e 23 de fevereiro daquele ano.

Em resposta, o Iema enviou nota técnica ao ativista explicando que a situação aconteceu em decorrência de falhas no funcionamento de precipitadores eletrostáticos das usinas de pelotização de minério da Vale. Esses precipitadores são imãs gigantes acionados por eletricidade para capturar as partículas de minério de ferro suspensas no ar.   Na mesma nota técnica, o Iema acrescentou que apesar das falhas no equipamento de controle, o volume de pó no ar estava dentro dos padrões legais.

Eraylton afirmou ainda que pó de minério é prejudicial à saúde respiratória, principalmente quando está em concentrações elevadas a ponto de ser visível como a nuvem vermelha do último dia 13 de janeiro. “De 2012 até 2020 não apresentaram soluções eficazes e efetivas, as emissões em desacordo com a licença ambiental estão presentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 7 milhões de pessoas morrem  todos os anos no planeta por causa da poluição do ar”, lembrou.

O Complexo Industrial de Tubarão (Vale e ArcelorMittal Tubarão) abrange porções dos territórios de Vitória e Serra e é um dos maiores complexos siderúrgicos do planeta.

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