Em tempos de tanta informação desencontrada, ainda é comum ouvir tutores questionarem a real necessidade das vacinas. Mas a medicina veterinária é clara: vacinação em cães é prevenção e prevenção salva vidas.
As vacinas múltiplas (V8 ou V10) protegem contra doenças graves como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose e outras enfermidades de alta taxa de mortalidade. A cinomose, por exemplo, pode deixar sequelas neurológicas permanentes. Já a parvovirose compromete o sistema gastrointestinal de forma agressiva, principalmente em filhotes.
O protocolo vacinal começa geralmente entre 6 e 8 semanas de vida, com reforços a cada 3 ou 4 semanas até cerca de 16 semanas. Após isso, os reforços anuais mantêm a imunidade ativa.
Além disso, a vacina antirrábica é obrigatória e essencial para saúde pública. A raiva é uma zoonose ou seja, pode ser transmitida aos humanos e continua sendo fatal.
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Outro ponto importante é a avaliação individual. Cães que frequentam creches, praças ou que convivem com muitos animais podem precisar de vacinas complementares, como contra gripe canina.
Vacinar não é apenas cumprir um calendário. É garantir qualidade de vida e evitar sofrimento. O custo emocional e financeiro de tratar uma doença infecciosa é, quase sempre, muito maior do que preveni-la.