Vacinação: a linha invisível entre a saúde e o risco para os cães

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A medicina veterinária é clara: vacinação em cães é prevenção e prevenção salva vidas. Crédito: Freepik

Em tempos de tanta informação desencontrada, ainda é comum ouvir tutores questionarem a real necessidade das vacinas. Mas a medicina veterinária é clara: vacinação em cães é prevenção e prevenção salva vidas.

As vacinas múltiplas (V8 ou V10) protegem contra doenças graves como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose e outras enfermidades de alta taxa de mortalidade. A cinomose, por exemplo, pode deixar sequelas neurológicas permanentes. Já a parvovirose compromete o sistema gastrointestinal de forma agressiva, principalmente em filhotes.

O protocolo vacinal começa geralmente entre 6 e 8 semanas de vida, com reforços a cada 3 ou 4 semanas até cerca de 16 semanas. Após isso, os reforços anuais mantêm a imunidade ativa.

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Além disso, a vacina antirrábica é obrigatória e essencial para saúde pública. A raiva é uma zoonose ou seja, pode ser transmitida aos humanos e continua sendo fatal.

Outro ponto importante é a avaliação individual. Cães que frequentam creches, praças ou que convivem com muitos animais podem precisar de vacinas complementares, como contra gripe canina.

Vacinar não é apenas cumprir um calendário. É garantir qualidade de vida e evitar sofrimento. O custo emocional e financeiro de tratar uma doença infecciosa é, quase sempre, muito maior do que preveni-la.

Foto de Iris Melo

Iris Melo

Iris Melo dos Santos Cunha Bacharel em Medicina Veterinária pela Faculdade Brasileira Multivix Pós Graduada em Patologia Clínica pela Faculdade Qualittas Médica Veterinária responsável pelo setor de internação

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