
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já confirmou 31 casos de Monkeypox (varíola dos macacos) em cidades capixabas. Deste total, três são de pacientes que moram em bairros da Serra. As informações constam no boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (30). Até a semana passada, o município não possuía nenhuma confirmação de contaminados pela nova doença.
Além da Serra, Vitória, Vila Velha, Guarapari, Cariacica e Viana também já possuem registros de casos confirmados de Monkeypox. A capital capixaba lidera o número de confirmações da doença, registrando 9 moradores que já foram infectados. Apesar do alto número de casos no ES, nenhum deles evoluiu para óbito.
Conforme apurado pelo Jornal TEMPO NOVO, entre os casos confirmados, a maioria foi de pacientes com idades entre 20 e 39 anos. Ainda segundo a Sesa, dos 31 capixabas que contraíram a doença, 25 são homens e seis são mulheres. O principal sintoma detectado é a erupção cutânea e febre súbita. Grande parte dos contaminados também sofreram com cefaleia.
Estado registra 210% de aumento de casos em uma semana
Se comparado com os dados do boletim divulgado no dia 25 de agosto, os dados desta terça-feira são alarmantes. Isso porque os números de casos confirmados da doença saltaram de 10 para 31 em apenas cinco dias, ou seja, o aumento é de 210%.
Apesar disso, é importante considerar que a confirmação da doença costuma demorar alguns dias. Por isso, pode haver um grande represamento de suspeitos, que ainda aguardavam o resultado do exame.
Em todo o Espírito Santo, existem 91 pessoas que fizeram o teste e aguardam o resultado para saber se contraíram a doença. O número de casos suspeitos da Serra, em específico, não foi divulgado.
Sobe para 7 o número de casos da varíola dos macacos na Serra
Após a publicação desta matéria, a Prefeitura da Serra emitiu uma nota afirmando que, na verdade, a cidade já possui sete casos confirmados de Monkeypox. São todos adultos: seis homens e uma mulher. Desses pacientes, seis estão curados da doença, inclusive, já retornaram as suas rotinas profissionais. Apenas um segue sendo monitorado, mas está bem.
Ainda de acordo com a Saúde da Serra, o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) municipal capacitou os profissionais que atuam nos serviços de saúde do município, como Unidades de Saúde, Centros de Atenção Psicossociais (CAPS), Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), consultório itinerante e de rua e equipes da Vigilância Sanitária; bem como os profissionais que trabalham nos hospitais.
“Todo caso suspeito é notificado no e-SUS VS e comunicado imediatamente ao CIEVS, que passa a monitorar o paciente até a alta. É importante ressaltar os cuidados que a população deve ter, para não contrair a doença. São eles: lavar as mãos ao chegar da rua, ao usar o banheiro; utilizar álcool em gel nas mãos quando estiver fora do de casa; evitar múltiplos parceiros; contatos íntimos como beijos e abraços e, caso apareça alguma lesão suspeita, procurar o serviço médico mais próximo da residência”, diz a nota do Município.
Atenção morador da Serra: o que é a varíola dos macacos?
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É uma zoonose viral, isto é, uma doença infecciosa que passa de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome (varíola dos macacos). Este vírus é membro da família de Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos.
Medidas de prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde afirmou que é necessário manter cuidado com contato, principalmente com pessoas que tenham vindo de outros países onde há casos confirmados da doença.
A transmissão da varíola dos macacos se dá principalmente quando alguém tem contato próximo com uma pessoa infectada. O vírus pode entrar no corpo por lesões da pele, pelo sistema respiratório ou pelos olhos, nariz e boca. Depois da infecção, leva-se geralmente de 5 a 21 dias para os sintomas surgirem, que geralmente são leves e desaparecem por conta própria em cerca de três semanas.
Os primeiros sintomas da varíola dos macacos são:
- Bolhas e feridas na pele, que coçam e doem;
- Febre;
- Calafrios;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Cansaço excessivo,
- Dor nas costas.
Estes sintomas costumam surgir cerca de 5 a 21 dias após o contato com o vírus, e duram entre 14 a 21 dias. As bolhas costumam surgir primeiro no rosto e mucosa oral, espalhando-se depois para o resto do corpo e atingindo, principalmente, as extremidades, como a palma das mãos, e podendo também aparecer na região genital.