Trump mantém sobretaxa do aço e Serra e ES sofrem

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Produção de aço na ArcelorMittal Tubarão: 12,5% da produção da siderúrgica instalada na Serra vai para o mercado norte-americano, segundo o Instituto Aço Brasil. Foto: Arquivo TN / Bruno Lyra

 

A decisão do presidente americano, Donald Trump, manter a sobretaxa de aço em 25% pode prejudicar a economia do Estado e da Serra. Isto porque afeta diretamente as duas maiores empresas que atuam no Estado, a ArcelorMittal Tubarão e Vale, além de toda cadeia produtiva associada a elas. Os EUA compram 40% de placas de aço e 10% bobinas da Arcelor. E o minério usado para a fabricação é fornecido pela Vale.

O Brasil estava em negociação com o governo dos EUA, mas na última quinta-feira (26/04), foi surpreendido com a decisão americana de cobrar os 25% de sobretaxa de exportação ou aceitar o estabelecimento de cota de exportação de aço brasileiro para os EUA.

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Segundo a assessoria do Instituto Aço Brasil, a cota é calculada pelo volume médio das exportações realizadas de 2015 a 2017 para produtos semi-acabados e acabados. No caso de produtos acabados, há ainda a aplicação de redutor de 30% sobre o volume médio alcançado no período de referência. A assessoria informou que o Brasil teve que aceitar a proposta de cotas, tendo em vista a relevância das exportações brasileiras de aço para os EUA (1/3 do total).

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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