
O Teatro da Ufes, em Vitória, receberá três espetáculo da premiada Cia Solas de Vento e o melhor, totalmente gratuito. As peças fazem parte do projeto Diversão em Cena, patrocinado pela ArcelorMittal e apresentará a trilogia “Viagens Extraordinárias”. Serão apresentados três espetáculos: A Volta ao Mundo em 80 Dias, Viagem ao Centro da Terra e 20.000 Léguas Submarinas, que provocam o imaginário ao descortinar histórias criadas pelo escritor francês Júlio Verne (1828-1905), com livre adaptação do grupo.
Os três espetáculos, que acumulam importantes prêmios serão apresentados neste sábado (12) com a Volta ao Mundo em 80 dias, às 11h e, Viagem ao centro da terra, às 16h. Já no domingo (13), é a vez do espetáculo 20.000 Léguas Submarinas, às 16h.
Os ingressos são gratuitos. A distribuição começa nesta terça (8), na bilheteria do teatro, das 14h às 19h, de terça a sexta.
Em “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, com direção de Carla Candiotto, as descobertas se dão atravessando a Europa, o Egito, a Índia, a China, o Japão e os Estados Unidos. No melhor espírito aventureiro, desafiam obstáculos ao longo de uma jornada intraterrestre em “Viagem ao Centro da Terra”, dirigido por Eric Nowinski. E como tripulantes de um misterioso veículo subaquático, elenco e plateia desvendam mistérios do fundo do mar em “20.000 Léguas Submarinas”, na direção de Alvaro Assad.
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A partir das obras literárias encenadas pela Cia. Solas de Vento, os espectadores são convidados a viagens cheias de ludicidade, com momentos imagéticos, delicados e divertidos, pelo ar, pelo mar e nas profundezas do mundo subterrâneo.
Em “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, o enredo é composto pela alternância de cenas cômicas e momentos imagéticos. Como num jogo de Tangram, os dois atores manipulam peças de ferro, rodas e sucatas para construir os diversos lugares e transportes usados na viagem. A partir dessas peças aparecem barcos, trens, montanhas, carroça e até um elefante.
A encenação conta também com o uso de 03 câmeras de vídeo com manipulações ao vivo para captar e projetar no fundo do palco formas criadas com as sucatas, personagens e ilustrações dos lugares visitados.
Uma das câmeras, pendurada no teto, permite revelar a movimentação dos atores deitados no chão para criar imagens inusitadas e trazer uma dimensão fantástica aos episódios da história.
Em “Viagem ao Centro da Terra”, os três atores contam uma aventura repleta de descobertas fantásticas, manipulam peças de madeira numa brincadeira que proporciona a transformação constante do espaço cênico e convidam o público a usar a imaginação para embarcar numa grande aventura.
Nesta adaptação do livro homônimo de Júlio Verne, os atores utilizam técnicas acrobáticas, teatro físico e manipulação de objetos e bonecos. Há também o uso de recursos de vídeo-projeção ao vivo para captar e projetar no fundo do palco formas e ações criadas pelos atores e por autômatos que compõem os cenários dessa aventura. São cinco câmeras espalhadas pelo palco que trazem perspectivas e dimensões fantásticas aos episódios dessa história.
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A combinação dos elementos visuais, somada a manipulação de peças de madeira proporcionam uma transformação constante do espaço cênico, compondo transportes, cavernas e outras surpresas que convidam o público a desbravar um mundo intraterrestre repleto de perigos, emoções e aventuras.
Viagem ao Centro da Terra é uma história de superação e coragem, uma viagem intrigante, divertida e quase existencial, já que o mundo subterrâneo sempre foi pleno de mistérios para os homens.
Na montagem de “20.000 Léguas Submarinas”, da Cia. Solas de Vento, o diretor e os atores desenvolveram um repertório de ações, jogos e esboços de cenas, usando os recursos oferecidos pelo vocabulário físico da pantomima e pelo vídeo com elementos que dão forma aos cenários da aventura.
O espetáculo vai às profundezas do oceano em um meio de transporte fantástico e para isso, a cenografia foi elaborada para receber e jogar com as projeções de vídeo. O principal elemento cenográfico é o corpo de cada ator, com seus comportamentos físicos descrevendo a espacialidade ao seu redor. A ideia é colocar em cena os efeitos aquáticos descritos no romance de Julio Verne.
As ações executadas pelos atores ao vivo, muitas delas com as técnicas circenses, também são exibidas, oferecendo ao espectador um efeito de zoom ou um ângulo de visão diferente, recurso que dará uma dimensão fantástica às peripécias, criando ilusões e imagens inusitadas.
Serviço
Viagens Extraordinárias
Local: UFES
Endereço: Av. Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário de Goiabeiras, Vitória – ES
“A volta ao Mundo em 80 dias”
12 de agosto, sábado, às 11h
Duração: 70 min
“Viagem ao Centro da Terra”
12 de agosto, sábado, às 16h
Duração: 70 min
“20.000 Léguas Submarinas”
13 de agosto, domingo, às 16h
Duração: 50 minutos
Ingressos: Os ingressos são gratuitos. A distribuição começa no dia 08/08/2023 na bilheteria do teatro, das 14h às 19h, de terça a sexta.
Sobre a Cia. Solas de Vento
A Cia. Solas de Vento nasceu em 2007 na cidade de São Paulo, da parceria entre o ator e bailarino francês Bruno Rudolf, mestre do teatro físico, da manipulação de boneco e de técnicas circenses, e o brasileiro Ricardo Rodrigues, ator, diretor, artista circense especialista em técnicas aéreas e pesquisador da comicidade e teatro gestual.
Desde sua criação, a Companhia utiliza em sua dramaturgia a mescla de elementos de pantomima ou teatro gestual, sem o uso de palavras, das técnicas circenses e da dança contemporânea. Enquanto as trilhas sonoras originais pontuam a movimentação em cena.
Somam-se à identidade do grupo, o emprego de projeção ao vivo de vídeos e a manipulação de objetos. A simbiose desses elementos dá suporte para linguagem e trânsito entre gêneros e cria espaços e situações impactantes.
Diversão em Cena, da ArcelorMittal
O projeto Diversão em Cena, um dos maiores programas de formação de público para teatro infantil do país, tem o objetivo de levar diversão, cultura e entretenimento para milhares de crianças e famílias, priorizando, além do público das capitais, diversas comunidades com pouca ou nenhuma oferta cultural, localizadas fora dos centros urbanos, inclusive em áreas rurais.

