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domingo, 17 de novembro de 2019

Treino e superação levam rugby em cadeira de rodas do ES ao topo no Brasil

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Vilson Vieira Jrhttps://www.portaltemponovo.com.br%20
Morador da Serra, Vilson Vieira Junior é repórter do Tempo Novo. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Esporte.

Time do Irefes/Sesport de rugby em cadeira de rodas. (Foto: Divulgação)

A prova de que a inclusão por meio do esporte gera vencedores tanto nas competições como na vida veio de uma modalidade que muitos brasileiros desconhecem. O rugby em cadeira de rodas do Espírito Santo venceu o Campeonato Brasileiro da divisão de acesso pela terceira vez e garantiu vaga para a 1ª Divisão em 2020.

A conquista foi em São Paulo pela Seleção Capixaba do Irefes/Sesport, em atividade desde 2013, contra a Unicamp/SP. Os capixabas enfrentaram times de São Paulo, Distrito Federal e do Paraná de forma invicta.

E são do ES dois destaques nesse campeonato nacional: os paratletas Victor Ventura e Marcos Zacarias. A partir de uma votação de técnicos de todas as equipes, eles foram eleitos os melhores em suas posições e na classificação quanto à capacidade funcional residual, que leva em conta a lesão ou deficiência dos jogadores. São quatro jogadores por equipe em quadra.

Victor foi eleito o melhor jogador de defesa na classificação entre 1.0 e 1.5; já Marcos foi escolhido como o melhor ataque na de 2.0 a 2.5. Essa classificação no rugby em cadeira de rodas vai de 0.5 (os com maior limitação) a 3.5 (os com menor limitação).

Para Victor, que é bicampeão Brasileiro, mais do que vencer uma competição, estar em quadra significa superar obstáculos no esporte e na vida. “É sempre uma experiência enriquecedora estar naquele ambiente onde as dificuldades de uma vida com deficiência física são praticamente ignoradas, porque enxergamos que somos todos atletas de alto rendimento, buscando sempre o aprimoramento do esporte e de nós mesmos”, disse o defensor da equipe, que joga rugby há seis anos.

Os jogadores Marcos Zacarias e Victor Ventura (Foto: Divulgação)

Superação também é o que melhor resume o rugby na vida de Marcos, atacante do Irefes/Sesport e tricampeão Brasileiro. Ele destaca o esforço pessoal e coletivo para as vitórias da equipe. “O título do Brasileiro foi um reconhecimento do nosso trabalho em equipe, porque num esporte coletivo ninguém consegue se destacar sozinho. Precisamos um do outro para chegar ao objetivo”, reflete o paratleta. Marcos joga a modalidade há sete anos e há 18 é cadeirante. Ele foi vítima de arma de fogo e lesionou a coluna.

 

Treino + preparação = superação

Os treinos para o Brasileiro começaram ainda em janeiro e o técnico Jackson Lemos disse que o foco esteve todo voltado a essa competição, que ocorreu em junho. Ele cita um dos desafios para uma preparação completa. “Não temos outras equipes aqui no ES para fazer amistosos e preparar o time para jogos importantes. Então, a comissão resolveu sentar nas cadeiras de jogo para simular uma equipe adversária e, assim, chegarmos ao campeonato com um ritmo de jogo bom”, revela.

E o próximo objetivo é o Brasileiro da 1ª Divisão, para o qual a base atual da equipe é a aposta do treinador. “Também vamos procurar novos atletas para fortalecer nosso elenco. Trabalhamos com um cenário de atletas que podem evoluir ainda mais”, acredita.

O técnico Jackson e o preparador físico Jeferson. (Foto: Divulgação)

Sobre os aspectos físicos de uma equipe de rugby em cadeira de rodas, quem explica é Jeferson Barboza, preparador físico do Irefes/Sesport e também cadeirante. “Nossos atletas possuem deficiência em pelo menos três membros, seja congênita ou por traumas ao longo da vida, o que os torna aptos para o esporte”, explica.

Devido ao tipo de deficiência e à exigência do esporte na competição, o preparador diz que é necessária uma boa pré-temporada. “Isso é para que os períodos seguintes de treinamento não sejam prejudicados por lesões e que os atletas atinjam o melhor desempenho.”, explica Jeferson, que revela o lema para o sucesso da equipe: “Temos por filosofia ‘treino difícil, jogo fácil’. Assim, treinamos no último grau de dificuldade dentro de casa”.

E as portas do Irefes/Sesport estão abertas a quem deseja entrar para o rugby em cadeira de rodas ou outra modalidade para pessoas com deficiência em membros inferiores e superiores. Basta procurar a Secretaria Estadual de Esportes e Lazer (Sesport), que na rua Coronel Schwab Filho, s/nº, em Bento Ferreira, Vitória. Os contatos são o telefone (27) 3636-7000 ou o email [email protected]

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