Com 55 anos de história na Serra, a tradicional empresa Fibrasa inicia o maior ciclo de investimentos já realizado na Espírito Santo. A companhia aprovou aporte superior a R$ 120 milhões para ampliar sua unidade no parque industrial Civit I e expandir a produção para baldes plásticos industriais, voltados principalmente aos setores de tintas e alimentos.
Até então, a fábrica da Serra concentrava a produção em embalagens de pequeno porte. A ampliação marca uma mudança estratégica diante de um cenário desafiador: cerca de 80% do mercado brasileiro de tintas ainda utiliza latas metálicas, enquanto no mercado internacional predominam baldes plásticos, considerados mais sustentáveis, com menor pegada de carbono e potencial de redução de custos logísticos.
O investimento foi estruturado em duas etapas. A primeira fase, com R$ 90 milhões, viabiliza a ampliação da planta e a instalação de novas linhas de fabricação. A operação está prevista para começar em maio de 2026, praticamente dobrando a capacidade instalada e ampliando o fornecimento, especialmente para as regiões Sul e Sudeste, que concentram mais de 60% do mercado consumidor nacional.
A decisão de expandir a estrutura já existente na Serra levou em conta fatores técnicos e logísticos. A localização estratégica, com acesso rodoviário facilitado e proximidade dos principais centros consumidores, além de incentivos fiscais estaduais, pesou para que a empresa optasse pela ampliação no Espírito Santo em vez da construção de uma nova unidade em outro estado.
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A segunda etapa do projeto, prevista para 2027 e com investimento superior a R$ 30 milhões, prevê a instalação de novas linhas de produção, adoção de tecnologias modernas de moldagem e envase e a contratação de mais de 100 profissionais. A modernização permitirá ganhos de eficiência produtiva, com menor consumo de energia e materiais.
A expansão consolida a Fibrasa como protagonista em uma transição relevante na indústria nacional de embalagens, ao estimular a migração das tradicionais latas metálicas para alternativas plásticas. O novo perfil produtivo amplia a competitividade do Espírito Santo no setor e fortalece o parque industrial da Serra, gerando empregos e impulsionando a modernização da cadeia produtiva capixaba.