SUS amplia apoio a mulheres vítimas de violência com teleatendimento e reconstrução dentária

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Nos relatos de violência, principal tipo de consulta à central, estão casos sobre violência física (51,06%). Foto: Divulgação Agência Brasil

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, o Sistema Único de Saúde (SUS) deu início à oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência. Além desta iniciativa, o sistema vai garantir a reconstrução dentária para as vítimas. O Ministério da Saúde também solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio no CID-11 para qualificar os dados sobre o tema no país e no mundo.

Outra ação pode incluir a categoria feminicídio no CID-11 para qualificar os dados sobre o tema no país e no mundo. Esta notificação pode ser possível, a partir de solicitação feita à Organização Mundial da Saúde (OMS) para que a violência contra mulheres seja reconhecida como um problema de saúde pública, um dos principais determinantes sociais da saúde e uma grave violação de direitos humanos. A proposta para incluir a categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) busca dar maior visibilidade aos óbitos de mulheres motivadas por desigualdade de gênero.

A proposta agora segue para avaliação técnica e deliberação da OMS e de seus Estados-Membros. Caso seja aprovada, passará a integrar a classificação internacional utilizada globalmente. Quando uma doença entra na CID, ela deixa de ser vista apenas como relato clínico isolado e passa a ter reconhecimento internacional como condição de saúde.

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Reconstrução dentária no SUS

As mulheres vítimas de violência também terão acesso à reconstrução dentária no SUS, incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. O ministro assinou a portaria que regulamenta o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Por meio do programa, que integra o Brasil Sorridente, o SUS oferecerá próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos, com foco no atendimento humanizado para as pacientes.

Já a oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial pelo SUS terá início neste mês de março em duas capitais – Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Em maio, chegará às cidades com mais de 150 mil habitantes. A previsão é que em junho chegue a todo o país. Estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos por ano.

Nos dias 21 e 22 de março, será realizado o maior mutirão de Saúde da Mulher do SUS com foco em exames e cirurgias, mobilizando as redes pública e privada. Estarão mobilizados os 45 hospitais universitários federais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), os hospitais federais do Rio de Janeiro, os institutos nacionais de Cardiologia, de Câncer e de Traumatologia e Ortopedia, o Grupo Hospitalar Conceição (GCH), além de hospitais privados e filantrópicos que integram o programa.

Ainda no dia 21 de março, 26 hospitais universitários realizarão a inserção do implante subdérmico, método contraceptivo de alta eficácia e longa duração conhecido como o Implanon. A expectativa é que mais de mil pessoas sejam atendidas com o método durante a ação.

E as carretas de saúde da mulher do Agora Tem Especialistas, que já percorreram todos os estados do país em 2025, chegarão a 32 municípios dos estados de Paraná, Santa Catarina, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Minas Gerais, Pará, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Tocantins, Sergipe, Rondônia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Mato Grosso.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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