A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (5), por unanimidade, negar o novo pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O colegiado validou a sentença do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que, na segunda-feira (2), que manteve o ex-chefe do Executivo preso na Papudinha.
Além de Moraes, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento foi realizado em sessão virtual. A prisão domiciliar foi solicitada ao STF pelos advogados do ex-presidente, alegando que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro. O ex-presidente passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018.
Na decisão, Moares disse que as instalações da Papudinha oferecem atendimento médico adequado, e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, no ano passado, também é impedimento para o benefício. As informações são da Agência Brasil.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em uma ação penal da trama golpista. Ele cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
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O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.