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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Serra recupera manguezal perto de Vitória para compensar desmate no rio Jacaraípe

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Impacto da dragagem e alargamento do leito: rio ficou sem grande parte das matas ciliares e manguezais. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra

Iniciada em 2014, a dragagem do rio Jacaraípe segue acontecendo e além do efeito positivo sobre a drenagem da região também gerou impacto negativo com o desmatamento de cerca de 6 hectares de manguezais e matas ciliares. Para compensar o estrago, a Prefeitura da Serra está recuperando 15 hectares em outra área de manguezal localizada próximo ao condomínio Alphaville, na região da rodovia do Contorno de Vitória. A distância entre o rio Jacaraípe e a área que está sendo recuperada é de cerca de 14 km.

A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) na última semana. Segundo a Semma, a recuperação começou em 2018 e segue em execução, além de estar sendo também acompanhada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

O local que está recendo o replantio está inserido na Área de Proteção Ambiental (Apa) Municipal Manguezal Sul, que abrange a margem da baía de Vitória que fica no município da Serra. Na Apa ficam a foz do Canal dos Escravos e a margem norte do delta do rio Santa Maria da Vitória.

A dragagem do rio Jacaraípe está abrangendo o curso do manancial entre a ponte velha da Abdo Saad e a lagoa Juara, o que dá um trecho de cerca de 10km. E inclui o aprofundamento da calha e alargamento do leito em até 30 metros.  Além disso na margem direita entre a ponte velha e o bairro São Patrício foi implantado um calçadão.

Lagoa salgada, manguezais e matas ciliares

Feita para melhorar a drenagem da Grande Jacaraípe, notadamente a dos bairros São Pedro, São Patrício, Lagoa e das Laranjeiras, que sofreram com a história enchente de dezembro de 2013, a obra do rio Jacaraípe provocou grandes mudanças ambientais na região. Além do desmatamento de manguezais e matas ciliares (florestas de beira de rio), a abertura do canal fez com que a água do mar subisse com maior volume até a lagoa Juara nas marés altas.

Com isso, a lagoa ficou mais salgada, apontam pescadores e ativistas ambientais de Jacaraípe. Tanto que a produção de tilápia em tanques rede teve de ser encerrada após sucessivas mortandades. Hoje a Associação de Pescadores da Lagoa Juara segue vendendo tilápia e servindo pratos prontos à base do mesmo em frente à Juara, mas o pescado é cultivado numa lagoa de Linhares. Vale lembrar que a tilápia é uma espécie típica de água doce, sendo uma espécie de fora do país, ou seja, exótica ao ambiente natural local.

Sem enchente e retomada do serviço

Desde que a dragagem foi iniciada, não ocorreram mais enchentes como a de dezembro de 2013 na região de Jacaraípe. Na última semana, em sua pagina numa rede social, o prefeito Audifax Barcelos (Rede) disse que a dragagem, paralisada em 2018, seria retomada.

O trecho é próximo à ponte da Av. Lagoa Juara, que fica na altura da rotatória de acesso à rodovia Audifax Barcelos,  via de ligação entre Jacaraípe e Serra Sede. Para este trecho do rio, que é mais próximo à lagoa Juara, a Semma afirma não haverá desmatamento nas margens. E não haverá implantação de calçadão na beira do rio.

Para a dragagem deste novo trecho, foi assinada ordem de serviço no valor de R$ 1,6 milhão. A empreiteira será a Coenge construtora. Até 2018, segundo a própria Prefeitura da Serra, já haviam sido investidos R$ 12,3 milhões no serviço desde que foi iniciado em 2014.

Sobre o problema de salinização da lagoa Juara, a Semma informou que ainda não há solução no horizonte.

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