A cidade da Serra registrou 2.320 casos de sífilis entre janeiro e dezembro de 2025, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. O número mantém o alerta para a prevenção da infecção sexualmente transmissível (IST).
Apesar do volume elevado de registros, o município apresentou redução em relação ao ano anterior, indicando uma tendência de queda em alguns indicadores da doença.
Os casos são classificados em três categorias: sífilis congênita, sífilis em gestantes e sífilis adquirida. Em 2025, foram contabilizados 62 casos de sífilis congênita, 681 em gestantes e 1.577 de sífilis adquirida. Os dados foram apurados pelo Portal Tempo Novo.
Diminuição de casos na sífilis congênita
Os dados do panorama epidemiológico mostram uma redução expressiva da sífilis congênita nos últimos três anos. Em 2023, o município registrou 141 casos. Em 2024, esse número caiu para 75, chegando a 62 em 2025, uma redução aproximada de 56% em três anos.
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Aumento entre gestantes preocupa
Por outro lado, os diagnósticos de sífilis em gestantes seguem em crescimento. Foram 603 casos em 2023, 650 em 2024 e 681 em 2025. O aumento reforça a necessidade de testagem precoce, acompanhamento contínuo e tratamento adequado durante o pré-natal.
Sífilis adquirida tem redução recente
Os casos de adquirida apresentaram queda mais recente, passando de 1.747 registros em 2024 para 1.577 em 2025. Ainda assim, a Secretaria Municipal de Saúde destaca que a reinfecção pode ocorrer quando o tratamento do parceiro não é realizado, o que mantém o risco, especialmente durante a gestação.
A Secretaria reforça que a infeção congênita é evitável, desde que haja diagnóstico oportuno, tratamento adequado e acompanhamento completo no pré-natal, além do uso de métodos de prevenção e da testagem regular da população sexualmente ativa.
Sífilis na Serra em 2025
- Sífilis congênita: 62 casos
- Sífilis em gestantes: 681 casos
- Sífilis adquirida: 1.577 casos
- Total: 2.320 casos
Ações de enfrentamento na Serra
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Fernanda Coimbra, os indicadores mostram avanços, mas exigem atenção contínua.
Segundo ela, desde 2023 o município mantém uma Sala de Situação ativa, voltada ao monitoramento permanente dos casos, planejamento de ações e fortalecimento das estratégias de prevenção, educação em saúde e qualificação da rede de atendimento.
Entenda as diferenças entre os tipos de sífilis
Adquirida
- É a forma mais comum da infecção, transmitida principalmente por relação sexual sem preservativo. Pode apresentar sintomas em fases iniciais ou evoluir de forma silenciosa, sendo identificada apenas por exames.
Gestantes
- Ocorre quando a mulher é diagnosticada durante a gravidez. Sem tratamento adequado, a infecção pode ser transmitida ao bebê durante a gestação ou o parto.
Congênita
- Acontece quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê. Pode causar complicações graves, como parto prematuro, malformações ou até óbito fetal, mas é considerada totalmente evitável com diagnóstico e tratamento corretos no pré-natal.

