Pais e responsáveis por alunos da rede estadual de ensino relataram surpresa nesta quarta-feira (7) após a divulgação do resultado da Chamada Escolar 2026, realizada pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu). O processo, que define matrículas e rematrículas em escolas estaduais, gerou questionamentos principalmente devido à distância entre a residência dos estudantes e as unidades de ensino para as quais foram designados.
Entre os casos relatados, há moradores da Serra que tiveram filhos direcionados para escolas fora da Região Metropolitana da Grande Vitória.
É o caso de Núbia Nascimento, moradora de São Diogo, na Serra. Segundo ela, o filho foi alocado para uma escola em Santa Maria de Jetibá. “Queria entender qual é o critério dessa distribuição. Moramos em São Diogo, na Serra, e colocaram meu filho em Santa Maria de Jetibá. Informaram que não há o que fazer, apenas entrar na lista de espera”, relatou.
Situação semelhante foi vivida por Katiana Iesus. De acordo com ela, o filho, morador de Jacaraípe, foi direcionado para estudar na Ilha das Caieiras, em Vitória. “Meu Deus, meu filho mora em Jacaraípe e mandaram para Vitória, na Ilha das Caieiras”, afirmou.
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Segundo os relatos, há casos de estudantes residentes na Grande Vitória que acabaram sendo encaminhados para escolas localizadas em municípios da Região Serrana, a dezenas de quilômetros de distância.
As reclamações também se multiplicaram nas redes sociais da Sedu, especialmente em uma publicação no Instagram que anunciava o resultado da chamada escolar.
Nos comentários, pais e responsáveis relataram dificuldades para obter atendimento e pediram esclarecimentos.
“Como faço para resolver o resultado da chamada? Ninguém atende o telefone. Inscrevi minha filha para Cariacica e a vaga saiu para Marechal Floriano”, escreveu Ariadne Morais.
O que diz a Sedu?
A Sedu informou, ao Portal Tempo Novo, que os resultados da Chamada Escolar 2026 seguem os critérios estabelecidos no regulamento. Quando não há vaga nas escolas indicadas, o sistema realiza uma alocação alternativa automática, buscando uma escola da rede estadual com vaga disponível e priorizando a unidade mais próxima da residência do estudante. Em alguns casos, essa alocação ocorreu em outro município, situação que está sendo analisada.
A Sedu informou ainda que está orientando e buscando soluções para todos os casos. Os responsáveis que não ficaram satisfeitos com o resultado podem procurar a Superintendência Regional de Educação (SRE) do seu município para solicitar o retorno à lista de suplência da primeira opção ou, a partir de 21 de janeiro, buscar outra escola com vaga disponível, com apoio da Regional.

