O mau cheiro provocado pela decomposição de carnes e outros produtos armazenados na fábrica da Saboratta, atingida por um incêndio no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, deve continuar afetando moradores da região. Segundo a empresa, ainda não é possível realizar a retirada dos materiais devido às condições estruturais do local.
A Prefeitura da Serra notificou a empresa e informou que não há proibição para retirada dos produtos.
Em nota enviada ao Portal Tempo Novo nesta quarta-feira (29), a Saboratta informou que, no momento, não há ações imediatas a serem adotadas. De acordo com a empresa, o frigorífico atingido pelo fogo apresenta riscos que impedem qualquer intervenção sem a liberação dos órgãos competentes.
“Diante desse cenário, não há ações imediatas que possam ser realizadas além do cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança e da espera pelas liberações dos órgãos competentes”, informou a empresa.
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A Saboratta afirmou ainda que está adotando todas as medidas necessárias para tratar os impactos causados pelo incêndio ocorrido em seu pátio industrial. Segundo a nota, a empresa aguarda a liberação da Defesa Civil para dar início ao processo de retirada dos materiais atingidos e à limpeza completa da área.
“O controle total da situação ainda exige cautela, uma vez que as estruturas frigoríficas são compostas por materiais altamente inflamáveis, o que torna o trabalho de contenção mais complexo”, diz outro trecho do comunicado.
Ainda conforme a empresa, o incêndio foi de grande intensidade e resultou na queima total do pátio industrial. Ao final da nota, a Saboratta pediu desculpas aos moradores da região afetada.
“A Saboratta pede desculpas à comunidade do entorno, que vem sendo impactada pelas consequências do ocorrido, e reforça que toda a gestão da empresa está empenhada em amenizar os impactos causados, atuando com responsabilidade, transparência e respeito.”
Prefeitura da Serra notifica Saboratta por irregularidades sanitárias
A Prefeitura da Serra notificou, na terça-feira (27), a fábrica da Saboratta, localizada em Jardim Limoeiro, após constatar irregularidades sanitárias no local. O forte odor provocado pela deterioração dos alimentos vinha causando transtornos a moradores da região.
Segundo relatos, o cheiro de carne em decomposição alcançou áreas mais distantes, incluindo condomínios do bairro São Diogo, além de imóveis situados nas proximidades da fábrica.
Após vistoria técnica, o município notificou a empresa para que adote, de forma imediata, as providências necessárias diante das irregularidades identificadas. Durante a fiscalização, foram realizados registros fotográficos que apontaram a presença de grande quantidade de alimentos armazenados de forma inadequada no interior do imóvel.
De acordo com a prefeitura, a situação provoca forte mau odor e representa risco iminente para o surgimento de roedores e a infestação de pragas urbanas.
A equipe de fiscalização foi recebida pelo responsável da empresa, que informou que a limpeza do local e a retirada do material ainda não haviam sido realizadas em razão da interdição do imóvel pela Defesa Civil. No entanto, o município esclareceu que houve desinterdição parcial, exclusivamente para permitir a retirada dos destroços, a limpeza e a realização de reformas. A fábrica permanece interditada para funcionamento.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente notificou a empresa para que seja feita a retirada imediata dos insumos que permanecem no local, além do descarte adequado dos resíduos, conforme determina a legislação ambiental vigente.