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domingo, 31 de Maio de 2020

Sábado é o dia de maior risco de ser assassinado na Serra

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Morte em Maringá.Assassinato na manhã do dia 3 de outubro em bar. Foto: Arquivo TN/Joatan Alves

Por Thiago Albuquerque

Sábado (06) de dezembro de 2014, Luciano Coutinho de 29 anos, foi alvejado por vários disparos de arma de fogo perto de um bar no bairro Novo Horizonte, na Serra. Esse assassinato é um entre os 59 registrados nos sábados do ano passado. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo.
“Sábado trabalhamos com um armamento mais pesado, vamos mais preparados, pois sabemos que as pessoas estarão mais alteradas devido à festas, e por ser um dia que as pessoas saem mais para gastar dinheiro, já vamos sabendo dos problemas e confusão que serão arrumados. Muito dessas pessoas são pessoas que vão gastar em festas o dinheiro ganho com o tráfico de drogas”. O relato é do Soldado Lima da 3ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, que atua nas ruas do município.
Ao contrário do sábado, a terça-feira foi o dia menos sangrento com 33 homicídios, seguido de quinta, 43, quarta, 44, segunda 47,sexta, 48, e domingo, 53.

Calor e refresco
Se o sábado foi o dia campeão de mortes, janeiro, onde impera o calor do verão, liderou entre os meses mais violentos. Já o mês mais frio, julho, foi também o mais calmo com 18 mortes.
O soldado Lima conta também que janeiro por ter a concentração maior de festas, turistas, ajudam para que a violência aumente nesse período.
Os números mostram também uma grande diferença de mortes entre homens e mulheres: foram 247 assassinatos a mais de homens, cujo número total foi de 297 vítimas.  Em 2014 foram mortas 30 mulheres.

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