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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Rodoviários decidem daqui a pouco se ônibus vão parar de circular

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Rodoviários estão negociando com as empresas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os rodoviários e as empresas de ônibus estão nesse momento (8 horas) realizando a última tentativa de negociação para que a greve da categoria não aconteça. Após essa reunião, o Sindirodoviários vai realizar uma assembleia com os trabalhadores em Vitória para decidir se a paralisação irá realmente ser iniciada.

Ainda não há informações, se caso a decisão for entrar em greve, como será a paralisação. O TEMPO NOVO conversou brevemente com o presidente do Sindirodoviários, José Carlos Salles, e o questionou se os ônibus parariam de rodar ainda nesta quarta-feira (4) ou somente na quinta-feira (5). Mas o sindicalista não respondeu a pergunta. Disse apenas que “tem reunião e depois assembleia”.

Conforme noticiado pelo TEMPO NOVO, os encontros do Sindirodoviários e do GVBus estão sendo realizados para que as duas partes se entendam e evitem uma greve no sistema Transcol. Apesar disso, as reuniões realizadas no Ministério Público do Trabalho, em Vitória, na última segunda-feira (2) e na terça-feira (3) não tiveram nenhum efeito positivo e não foi feito acordo nas duas agendas.

As reuniões estão sendo realizadas após intervenção judicial solicitada pela GVBus. No último dia 27, os rodoviários tinham anunciado que iriam paralisar a circulação dos coletivos no dia 2 de dezembro. Com isso, o GVBus acionou a Justiça para que a greve fosse impedida. Durante uma audiência de conciliação realizada no último dia 29, a categoria e as empresas afirmaram o compromisso de debater as propostas por três dias.

Entre as propostas definidas na audiência de conciliação está o reajuste de 3,04% de perda inflacionária mais ganho real, o aumento de R$ 1,00 nos tíquetes de alimentação e restaurante, a mudança da data-base para o mês de agosto e a formalização do uso e da existência de carros extras nos horários de pico.

As 10h desta quarta-feira será realizada a assembleia dos rodoviários que decidirá se a categoria aceita ou não a proposta negociada. Isso também definirá se a greve irá realmente ou não acontecer.

Vídeo de sindicalistas anunciando greve é antigo

Um vídeo que tem circulado nas redes sociais mostra sindicalistas anunciando “uma paralisação amanhã”. O TEMPO NOVO apurou a informação e verificou que o conteúdo é antigo. Trata-se de um vídeo filmado e postado no ano passado (2 de dezembro de 2018) que está sendo compartilhado novamente nas redes.

Principal reivindicação de rodoviários é o reajuste salarial

Os rodoviários apresentaram várias propostas para os empresários, mas a principal é o reajuste salarial. A categoria pediu 9% de reajuste, mas as empresas ofereceram 2,54%. Esse foi o principal motivo da decisão de entrar em estado de greve.

Os motoristas e cobradores rejeitaram a contraproposta patronal, que oferece 2,54% de reajuste salarial. A pauta de reivindicações entregue as empresas solicitava 9% de reajuste acima da inflação, além de mudança da data base para 1º de maio,  plano de saúde integral, mudanças em escalas de trabalho, entre outros pontos.

A diretoria do sindicato informou que as empresas se negaram a negociar e apresentaram a contraproposta. Após isso, o sindicato das empresas (GVBus) entrou na Justiça e conseguiu a realização da audiência de conciliação.

GVBus diz que pedido de reajuste “é fora da realidade”

Em nota enviada para o TEMPO NOVO, o GVBus disse que “o pedido oficial do Sindirodoviários está desconexo da realidade, solicitando reajuste salarial acima de 11% (índice INPC mais 9%), sendo que a inflação acumulada no período é de 2,54%, ajuste proposto pelas empresas. Ou seja, os trabalhadores pedem um reajuste 292% acima da inflação, fora outras reivindicações”.

Disse ainda que “isso demonstra que o sindicato dos trabalhadores nunca teve a intenção de fazer acordo, já que a inflação no país está com viés de queda e de estabilidade. Lembramos que outras categorias no Espírito Santo e em outros estados do Brasil já fecharam acordos de reajuste salarial abaixo de 3%”.

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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