A retirada da base de apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), instalada no CRAS de Nova Almeida, na Serra, no último sábado (28), gerou apreensão entre moradores da região.
A estrutura atendia bairros que somam cerca de 60 mil habitantes. Além disso, a região já enfrenta carência de equipamentos públicos de saúde.
Base reduzia tempo de resposta
De acordo com o vereador Renato Ribeiro (PDT), a base foi implantada para atender à crescente demanda de Nova Almeida, Praia Grande e bairros vizinhos, especialmente durante o verão.
Antes disso, as ambulâncias saíam de bases mais distantes, como Jacaraípe. Por consequência, o tempo de resposta em casos de urgência aumentava.
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Segundo o parlamentar, a ambulância realizava, em média, 10 atendimentos por dia. Entre os casos, estavam enforcamentos, engasgamentos de crianças, acidentes e AVCs.
Em uma ocorrência recente, por exemplo, uma gestante com mal súbito recebeu atendimento em apenas três minutos. Conforme relatado na Câmara, esse tempo foi decisivo.
Região já enfrenta ausência de UPA
Além da retirada da base do Samu, a população também convive com a ausência de uma UPA e de uma unidade regional de saúde.
Por isso, moradores demonstram preocupação com a medida.
“Uma ambulância pode garantir a vida dos moradores. Estamos falando de um serviço essencial”, afirmou Renato Ribeiro ao Tempo Novo.
Debate chegou à Câmara
O vereador levou o tema ao plenário em sessões realizadas nesta segunda-feira (2). Além disso, articula com outros parlamentares uma agenda junto ao Governo do Estado.
No ofício encaminhado às autoridades, ele solicita a manutenção da base em Nova Almeida. Segundo o documento, há relevante interesse público e necessidade contínua da comunidade.
Secretaria ainda não se manifestou
A reportagem procurou a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) para esclarecer os motivos da retirada da base.
Até a publicação desta matéria, a pasta não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial.