O prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), deu prazo para que a empresa Saboratta realize a limpeza da fábrica atingida por um incêndio, localizada em Jardim Limoeiro. O local permanece com grande quantidade de produtos em decomposição, incluindo carne, provocando forte odor que tem afetado moradores da região.
Em contato direto com um representante da empresa, o prefeito afirmou que a situação precisa ser resolvida de forma imediata. Caso contrário, informou que acionará a Polícia e irá pessoalmente ao frigorífico para acompanhar a fiscalização.
“Falei diretamente com o responsável e deixei isso muito claro: ou o problema é resolvido hoje, ou eu estarei indo até a fábrica acompanhado da Polícia. A Prefeitura notificou a empresa ainda na terça-feira (27), determinando a limpeza, e até agora nada foi feito. Não existe nenhuma proibição da Defesa Civil para a retirada desses produtos”, afirmou Weverson ao Portal Tempo Novo.
A manifestação do prefeito ocorre após a Saboratta divulgar uma nota atribuindo à Defesa Civil da Serra a responsabilidade pela não realização da limpeza. No entanto, segundo a Prefeitura, a empresa já havia sido notificada presencialmente, e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente havia determinado a retirada dos produtos e a limpeza do local.
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Durante a ligação com o prefeito, o representante da Saboratta admitiu que a limpeza ainda não foi realizada por “falta de mão de obra” e afirmou que, até o momento, não conseguiu contratar uma empresa para executar o serviço.
Diante disso, Weverson Meireles determinou que a retirada dos produtos seja iniciada ainda nesta quinta-feira. Caso a medida não seja cumprida, o prefeito informou que fará uma ação de fiscalização no local e acionará a Polícia para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos.
Fiscalização da Prefeitura da Serra
A Prefeitura da Serra notificou, na terça-feira (27), a fábrica da Saboratta, em Jardim Limoeiro, após constatar irregularidades sanitárias no local. O forte odor provocado pela deterioração dos alimentos vinha causando transtornos a moradores da região.
Segundo relatos, o cheiro de carne em decomposição chegou a áreas mais distantes, incluindo condomínios do bairro São Diogo, além de imóveis localizados nas proximidades da fábrica.
Após vistoria técnica, o município notificou a empresa para que adotasse, de forma imediata, as providências necessárias diante das irregularidades identificadas. Durante a fiscalização, foram realizados registros fotográficos que apontaram a presença de grande quantidade de alimentos armazenados de forma inadequada no interior do imóvel.
De acordo com a Prefeitura, a situação provoca forte mau odor e representa risco iminente para o surgimento de roedores e a infestação de pragas urbanas.
A equipe de fiscalização foi recebida por um responsável da empresa, que alegou que a limpeza e a retirada do material não haviam sido realizadas em razão da interdição do imóvel pela Defesa Civil. No entanto, o município esclareceu que houve desinterdição parcial do local, exclusivamente para permitir a retirada dos destroços, a limpeza e a realização de reformas. A fábrica permanece interditada para funcionamento.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente notificou a empresa para que seja feita a retirada imediata dos insumos que permanecem no local, além do descarte adequado dos resíduos, conforme determina a legislação ambiental vigente.