A Trend do momento é olhar para trás. Para 2016. Por isso, resgatamos as tramas exibidas pela Globo naquele ano, em uma programação que ocupava o dia inteiro e fazia parte da rotina do público. Dez anos depois, a TV mudou, os hábitos também. Mas o que ficou dessas histórias? Relembre as novelas da Globo.
Êta Mundo Bom – 18h
A novela Êta Mundo Bom foi um dos maiores sucessos de 2016. E nem parece que já faz dez anos. A trama acompanhou a trajetória de Candinho (Sergio Guizé), encontrado ainda bebê dentro de um cesto por Manuela (Dhu Moraes), na fazenda Dom Pedro II. Criado sob os cuidados de Eponina (Rosi Campos) e observado de perto por Pancrácio (Marco Nanini), o jovem cresce sem saber quem é sua mãe. O conflito começa quando Filomena (Débora Nascimento) se apaixona por ele e Cunegundes (Elizabeth Savalla) decide expulsá-lo da fazenda. Antes da partida, Candinho recebe o medalhão que o acompanhava desde o nascimento e segue para São Paulo, ao lado do burro Policarpo, em busca da própria origem.
A novela chegou a 38 pontos de audiência. Como todo o sucesso, uma década depois o folhetim ganhou continuação: Êta Mundo Melhor.
Sol Nascente – 18h
Sol Nascente ficou marcada não só pela história, mas também pelas polêmicas que cercaram a produção. A principal delas envolveu a representação racial, com críticas ao chamado yellowface e ao whitewashing, após a escalação de atores não orientais para personagens de origem japonesa.
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A trama começa na Itália, com o romance entre Filomena (Aracy Balabanian) e Luigi (Francisco Cuoco), interrompido por imposições familiares. A fuga para o Brasil muda o destino do casal, agora Geppina e Gaetano De Angeli, que constroem uma vida em São Paulo. No caminho, surge Kazuo Tanaka (Luis Melo), migrante japonês que se torna parte da família. Décadas depois, os conflitos reaparecem por meio de Alice (Giovanna Antonelli) e Mario (Bruno Gagliasso), ligados por uma amizade de infância que se transforma em romance, atravessado por afastamentos, disputas empresariais e um plano de vingança conduzido por César (Rafael Cardoso). A recepção fria do público e os debates sobre representatividade acompanharam a novela até o fim.
Totalmente Demais – 19h
Uma história que misturou moda, romance e disputa marcou o horário das 19h em 2016. Totalmente Demais acompanhou a virada na vida de Eliza (Marina Ruy Barbosa), que foge do interior para o Rio de Janeiro e acaba descoberta por Arthur (Fábio Assunção), dono de uma agência de modelos. Inserida no universo da revista Totalmente Demais, comandada por Carolina Castilho (Juliana Paes), a jovem passa a disputar um concurso que muda seu destino. Entre desfiles, armações e escolhas pessoais, Eliza se divide entre Jonatas (Felipe Simas) e Arthur, mantendo o público atento até o último capítulo.
Haja Coração – 19h
Haja Coração trouxe de volta personagens conhecidos do público em uma nova versão. A novela mostrou a relação entre Tancinha (Mariana Ximenes), feirante do Brás, e Apolo (Malvino Salvador), caminhoneiro e vizinho de infância. Inspirada em Sassaricando, a trama foi conduzida por idas e vindas do casal, conflitos familiares e disputas amorosas que se espalham por diferentes núcleos ao longo da história.
Rocky Story – 19h
Música, conflitos familiares e recomeços deram o tom de Rock Story, exibida em 2016. A novela acompanha Gui Santiago (Vladimir Brichta), roqueiro que tenta retomar a carreira enquanto enfrenta problemas no casamento com Diana (Alinne Moraes) e uma relação distante com a filha. A situação se agrava após uma agressão pública contra Léo Régis (Rafael Vitti), astro do momento. No meio da crise, Gui descobre a existência do filho Zac (Nicolas Prattes) e conhece Júlia (Nathalia Dill), professora de balé envolvida em problemas com a polícia.
A Regra do Jogo – 21h
Um dos títulos mais comentados de 2016, A Regra do Jogo, A Regra do Jogo, novela de João Emanuel Carneiro, apostou em personagens ambíguos e viradas constantes. No centro da trama está Romero Rômulo (Alexandre Nero), visto como herói popular por comandar uma fundação social, mas integrante de uma facção criminosa. A relação com Atena (Giovanna Antonelli) expõe golpes, disputas de poder e jogos de interesse, enquanto o passado e o crime organizado conduzem os conflitos da história.
Velho Chico – 21h
Exibida no horário nobre em 2016, Velho Chico teve sua história atravessada por uma ruptura fora da ficção. A novela construiu o amor de Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) como eixo central de uma rivalidade familiar que se estendia por décadas às margens do Rio São Francisco. Dividida em duas fases, a trama acompanhava a tentativa do casal de romper ciclos de disputa por terra e poder.
O percurso foi interrompido quando Domingos Montagner morreu durante as gravações, em um intervalo de trabalho no próprio rio que dava nome à novela, encerrando de forma abrupta a história de amor que conduzia a narrativa.
A Lei do Amor – 21h
Em A Lei do Amor, o passado nunca ficou para trás. A novela, exibida a partir de 2016, acompanhou a história de Pedro e Helô, vividos por Chay Suede e Isabelle Drummond na juventude e por Reynaldo Gianecchini e Cláudia Abreu na fase adulta, separados ainda jovens por conflitos familiares e armações. Anos depois, os dois se reencontram em São Dimas, onde disputas políticas, interesses econômicos e relações marcadas por vingança, conduzidas por personagens como Magnólia (Vera Holtz) e Tião (José Mayer), voltam a interferir no romance iniciado nos anos 1990.
Escrita por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, a audiência teve uma média geral na casa dos 27 pontos, ficando atrás apenas de Babilônia, que encerrou com 25. Por isso, a trama passou por sucessivos cortes ao longo da exibição e terminou sem encontrar um rumo claro.
Liberdade, Liberdade – 23h
No horário das 23h, Liberdade, Liberdade acompanhou a trajetória de Joaquina, interpretada por Mel Maia na infância e por Andreia Horta na fase adulta, filha de Tiradentes, vivido por Thiago Lacerda. Após a morte dos pais, a personagem é criada em Portugal por Raposo (Dalton Vigh) e retorna ao Brasil com a corte portuguesa ao lado de André (Caio Blat) e de Bertoleza (Sheron Menezes). De volta a Vila Rica, Joaquina passa a enfrentar disputas ligadas à Coroa, à escravidão e aos ideais de liberdade, em uma trama ambientada no século 18 que misturou ficção e referências históricas.

